<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057</id><updated>2009-11-20T07:01:40.926Z</updated><title type='text'>Fundamentos da Passagem</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>129</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-6835398408817925082</id><published>2009-11-02T13:16:00.006Z</published><updated>2009-11-02T13:26:45.275Z</updated><title type='text'>Rimbaud: Partir (4)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Su7cflYp_KI/AAAAAAAABoI/qzwnbKEIdA8/s1600-h/rimbaud_2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 241px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399495438433385634" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Su7cflYp_KI/AAAAAAAABoI/qzwnbKEIdA8/s400/rimbaud_2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Fragmentos, cartas, passagens: Rimbaud prossegue, desaparece progressivamente, entre fadigas e privações. Volta ao Cairo, pensa regressar à Abissínia, partir até Zanzibar, ou até à China, quem sabe onde? Fica por Harar; mas adivinhava-se ... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Cairo: 23 de Agosto de 1887&lt;/span&gt;: (...) Vim para aqui porque este ano os calores eram insuportáveis no Mar Vermelho: todo o tempo de 50 a 60 graus; e, encontrando-me muito enfraquecido, após sete anos de fadigas que nem se pode imaginar e privações as mais abomináveis, pensei que dois ou três meses aqui me restabeleceriam; mas são mais despesas, dado que não encontro nada para fazer, e a vida é à europeia e muito cara. Ultimamente, tenho sido atormentado por uma dor reumática nos rins, que me faz perder a paciência; tenho uma outra na coxa esquerda que de vez em quando me paralisa, uma dor articular no joelho esquerdo, uma dor (já antiga) no ombro direito; tenho os cabelos todos grisalhos. Sinto a minha vida preclitante. Façam ideia de como uma pessoa deve ficar depois de proezas do género das seguintes: travessias de mar e viagens por terra a cavalo, de barco, sem roupas, sem comida, sem água, etc., etc. (...) Não ficarei muito tempo por aqui: não tenho emprego e é tudo muito caro. Devido a isto, deveri voltar para os lados do Sudão, da Abissínia ou da Arábia. Talvez vá até Zanzibar, de onde se podem fazer longas viagens a África, e talvez à China, ao Japão, quem sabe onde? (...) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Harar, 18 de Maio de 1889&lt;/span&gt;: (...) pois creio que devemos ter um ar excessivamente barroco após tão longa estadia em terras como estas.

&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Su7cfjMhsGI/AAAAAAAABoA/DwUdWztGxDQ/s1600-h/6a00d8341fc1f053ef00e54f5c06088833-500wi.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 349px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399495437845639266" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Su7cfjMhsGI/AAAAAAAABoA/DwUdWztGxDQ/s400/6a00d8341fc1f053ef00e54f5c06088833-500wi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Harar, 10 de Novembro de 1890&lt;/span&gt;: Minha querida Mamã: Recebi a tua carta de 29 de Setembro de 1890. Ao falar de casamento quis eu dizer que entendia ficar livre para viajar, viver no estrangeiro ou mesmo continuar a viver em África. Estou de tal modo desabituado do clima da Europa que dificilmente voltaria para aí. Provavelmente, ser-me-á até necessário passar dois invernos fora, isto admitindo que um dia possa voltar a França. E depois, como poderei refazer relações, que empregos poderei encontrar? - É ainda uma questão a pôr-se. Aliás, se há coisa que me é impossível é a vida sedentária. Seria necessário que eu encontrasse alguém que me seguisse nas minhas peregrinações. (...) Quanto a Harar, não há nenhum cônsul, nem nenhum posto, nem nenhuma estrada; chega-se aqui por camelo e vive-se exclusivamente entre negros. Mas enfim, é-se livre e o clima é bom. Tal é a situação. Adeus.

&lt;span style="color:#009900;"&gt;Aden, 30 de Abril de 1891&lt;/span&gt;: Querida Mamã, (...). Vendo crescer constantemente o inchaço no meu joelho direito e a dor na articulação sem encontrar remédio nem conselho, pois em Harar estamos no meio dos negros e não há nenhum europeu, resolvi ir-me embora. (...) Contratei dezasseis carregadores negros, à razão de 15 talaris cada um, de Harar a Zeilah, mandei fabricar uma maca com uma cobertura de tela, e foi em cima dela que acabei de percorrer em 12 dias os 300 quilómetros de deserto que separam as montanhas de Harar do porto de Zeilah. É inútil dizer-vos os sofrimentos horríveis que suportei durante a viagem, sem nunca poder dar um passo fora da maca, o meu joelho inchava a olhos vistos e a dor aumentava constantemente. (...) Quanto a mim, ela foi certamente causada pelo cansaço das caminhadas a pé e a cavalo em Harar. (...)
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Su7cfa6QUsI/AAAAAAAABn4/GuPjKPA1qj8/s1600-h/corne_afrique_300.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; DISPLAY: block; HEIGHT: 398px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399495435621520066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Su7cfa6QUsI/AAAAAAAABn4/GuPjKPA1qj8/s400/corne_afrique_300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Hospital de la Conception, Marselha, quinta-feira, 21 de Maio de 1891&lt;/span&gt;: Minha querida Mamã, minha querida irmã: Após sofrimentos terríveis, não tendo podido tratar-me em Aden, apanhei o barco da Transportadora para regressar a França. Cheguei ontem, depois de treze dias cheio de dores. Sentindo-me demasiado fraco à chegada e transido de frio, tive de dar entrada aqui no Hospital de la Conception, onde pago 10 francos por dia, com remédio incluído. (...)

&lt;span style="color:#009900;"&gt;Telegrama de Rimbaud à Mãe&lt;/span&gt;: &lt;span style="color:#009900;"&gt;Marselha, 22 de Maio de 1891&lt;/span&gt;. &lt;span style="color:#009900;"&gt;Expedido às 2h50&lt;/span&gt;: Hoje, tu ou a Isabelle, venham a Marselha por comboio expresso. Segunda de manhã amputam-me a perna. Perigo de morte. Tratar de assuntos importantes. Arthur. Hospital Conception. Respondam. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-6835398408817925082?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/6835398408817925082/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=6835398408817925082' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/6835398408817925082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/6835398408817925082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/11/fragmentos-cartas-passagens-rimbaud.html' title='Rimbaud: Partir (4)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Su7cflYp_KI/AAAAAAAABoI/qzwnbKEIdA8/s72-c/rimbaud_2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-3622571167748909507</id><published>2009-10-01T13:59:00.005+01:00</published><updated>2009-10-01T14:10:47.079+01:00</updated><title type='text'>Rimbaud: Partir (3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SsSo3vBGTWI/AAAAAAAABnw/glrtnuYqlaw/s1600-h/comme_je_descendais.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 123px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387616729709301090" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SsSo3vBGTWI/AAAAAAAABnw/glrtnuYqlaw/s400/comme_je_descendais.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;«O "estilo" da correspondência (de Rimbaud) caracteriza-se por não se caracterizar. Rimbaud não se dirige a companheiros de letras mas à família, a colegas de negócios, a jerarcas locais. Escreve ao correr da pena e da pressa, nos intervalos de partidas e chegadas. Procura, no entanto, entre desabafos da psique e relatos dos padecimentos físicos, fornecer apontamentos geográficos, climatéricos, antropológicos - o quanto basta para o enquadramento, junto dos destinatários, das situações em que se encontra. Ausente o "poeta" (de notar que em toda a correspondência não há a mínima alusão ao passado literário ou amoroso), é o homem de acção, com o seus projectos, sucessos poucos e desaires muitos, que ressalta. Instável, irascível, desamparado. Afinal, como O OUTRO!». &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(texto de Vitor Silva Tavares in Cartas da Abissínia de Arthur Rimbaud seguido de Mar Vermelho de Philippe Soulpault; Trad. de Célia Henriques e Vitor Silva Tavares; Edições &amp;amp; etc; Lisboa 2000) &lt;blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SsSo3O1SPqI/AAAAAAAABno/HqVyKxDB6Ek/s1600-h/Rimbaud430px-Rimbaud_in_Harar.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387616721069817506" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SsSo3O1SPqI/AAAAAAAABno/HqVyKxDB6Ek/s400/Rimbaud430px-Rimbaud_in_Harar.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Cartas &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Harar, 13 de Dezembro de 1880&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;: Cheguei a este país depois de vinte dias a cavalo através do deserto somali. Harar é uma cidade colonizada pelos egípcios e dependente do governo deles. A guarnição é de vários milhares de homens. A nossa agência e os nossos armazéns estão aqui instalados. Os produtos comerciáveis são o café, o marfim, as peles, etc. O país é alto mas não árido. O clima fresco e não doentio. Todas as mercadorias são importadas da Europa e transportadas por camelos. Aliás, há muito a fazer nesta terra. Não temos aqui correio regular. Somos obrigados a enviar a correspondência para Aden, e só de tempos a tempos. Por conseguinte, só recebereis esta carta daqui a muito tempo. (...) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Harar, 25 de Maio de 1881&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: (...) Ai de mim! Não tenho apego nenhum à vida, e se vivo, é porque estou habituado a viver de fadigas; mas se for forçado a continuar a fatigar-me como até agora e a alimentar-me de mágoas tão veementes como absurdas nestes climas atrozes, temo abreviar a minha existência (...).
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SsSo2y0YvJI/AAAAAAAABng/BT7L_ljBJWc/s1600-h/dogmanwalking.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5387616713549855890" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SsSo2y0YvJI/AAAAAAAABng/BT7L_ljBJWc/s400/dogmanwalking.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Harar, 6 de Maio de 1883&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: (...) A vida é assim, e a solidão é uma coisa má nestas paragens. Pelo que me diz respeito, lamento não ter casado e não ter família própria. Mas agora estou condenado à errância, ligado a uma empresa longínqua, e todos os dias perco o gosto pelo clima e pelas maneiras de viver, e mesmo pela língua da Europa. Helás! para que servem estas idas e vindas, estas fadigas e aventuras junto de raças estrangeiras, e estas línguas como que se atafulha a memória, e estes sofrimentos inomináveis, se um dia, após vários anos, não puder repousar num lugar que me agrade mais ou menos e ter uma família, a ter pelo menos um filho a quem passe o resto da vida a educar segundo as minhas ideias, a ilustrar e a dotar com a instrução mais completa que se pode adquirir nesta época, e que eu veja tornar-se num engenheiro de renome, um homem poderoso e rico através da ciência? Mas quem sabe quanto poderão durar os meus dias aqui nestas montanhas? E posso desaparecer no meio destas tribos, sem que a notícia alguma vez seja divulgada (...)
Aden, 5 de Maio de 1884: (...) Perdoem-me que vos conte em pormenor as minhas preocupações. É que vejo que estou a chegar aos trintas anos (metade da vida!) e que me cansei muito a correr mundo, sem resultado (...) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Aden, 10 de Setembro de 1884&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: (...) Sinto porém que estou a envelhecer muito depressa (...) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;Aden, 18 de Novembro de 1885&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: Estou feliz por deixar este horrível buraco de Aden onde tanto sofri. Também é verdade que vou fazer uma viagem terrível: daqui a Choa (quer dizer, de Tadjura a Choa) são uns cinquenta dias de jornada a cavalo por desertos escaldantes. Mas na Abissínia o clima é delicioso, não faz calor nem frio, a população é cristã e hospitaleira, leva-se uma vida fácil, é um lugar de repouso muito agradável para os que embruteceram durante alguns anos nas margens incandescentes do Mar Vermelho (...) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Tadjura, 28 de Fevereiro de 1886&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: (...) Dentro de um mês, ou seis semanas, o verão vai recomeçar nesta costa maldita. Espero não passar por cá muito tempo e, daqui a alguns meses, refugiar-me nos montes da Abissínia, que é a Suiça africana, sem invernos e sem verões; primavera e verdura perpétua, e a existência gratuita e livre! (...) 
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-3622571167748909507?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/3622571167748909507/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=3622571167748909507' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/3622571167748909507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/3622571167748909507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/10/rimbaud-partir-3.html' title='Rimbaud: Partir (3)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SsSo3vBGTWI/AAAAAAAABnw/glrtnuYqlaw/s72-c/comme_je_descendais.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-4548128182854941712</id><published>2009-09-03T02:39:00.003+01:00</published><updated>2009-09-03T02:54:20.597+01:00</updated><title type='text'>Rimbaud: Partir (2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sp8gIMcg1RI/AAAAAAAABnY/pvyWFLkhE_A/s1600-h/arthur_rimbaud_18541891__med.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377051805255521554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sp8gIMcg1RI/AAAAAAAABnY/pvyWFLkhE_A/s400/arthur_rimbaud_18541891__med.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;O mistério é esse, o fundamento, a passagem: com Rimbaud, o desregamento da alma e dos sentidos através da fadiga e da deslocação no espaço: ver mais do que pode ver, conhecer o que não pode conhecer. Há definitivamente duas formas de partir para algures: conferir o périplo ao travão de mão de um agente ou de um guia, que tudo decide e planeia, alheando-se de nós e remetendo-nos a uma bolha protegida, uma redoma mediana, burguesa; ou não travar, ir, provar, fazer e refazer o inverso da rotação da terra, parar o tempo, demorar semanas, meses ou anos, desaparecer. J.A. Rimbaud escolheu a segunda.
&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sp8gH1RjzJI/AAAAAAAABnQ/aRtKJ6ZPwR8/s1600-h/rimbaud.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5377051799035563154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sp8gH1RjzJI/AAAAAAAABnQ/aRtKJ6ZPwR8/s400/rimbaud.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#3333ff;"&gt;&lt;strong&gt;A Quimera do Ouro&lt;/strong&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;«Eis o relato da viagem à Etiópia. É o documento mais importante e mais pormenorizado, pela mão de &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.rimbaud-arthur.fr/"&gt;Rimbaud&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, sobre a sua jornada africana. (...) Tem, além do mais, um valor psicológico sobre o qual não é necessário insistir. Basta lançar-lhe uma vista e olhos para nos apercebermos de que o poeta está morto, que apenas subsiste o explorador, o comerciante. O aventureiro do real sucedeu ao aventureiro do ideal. Aliás, é no fundo o mesmo homem, o mesmo carácter insociável e inconstante, com a sua perpétua instabilidade, a sua necessidade de mudança e renovação, o seu devorador, apaixonado desejo de posse: apenas mudou o objecto da conquista. A solução de continuidade, nesta vida trepidante, é mais aparente do que real. Ele próprio tinha previsto a prodigiosa metamorfose, o seu destino de pioneiro e pesquisador de ouro. Como não recordar as palavras proféticas da &lt;em&gt;Saison en enfer&lt;/em&gt;? &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;«Dou por finda a jornada, deixo a Europa. O ar marinho abrasará os meus pulmões, longínquos climas me curtirão. (...) Regressarei com membros de ferro, a pele tisnada, o olhar furioso; pela máscara, julgar-me-ão de uma raça forte. Terei ouro. (...) Embrenhar-me-ei nos negócios políticos. Salvo. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Salvo, não. Vencido. Mas herói, sem dúvida alguma, lançado de cabeça baixa nos desertos de África como ainda há pouco na solidão das ideias, ávido do desconhecido, apaixonado pelo ignoto, talvez o tipo mais audacioso de explorador.»&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(texto de Jean-Marie Carré in Cartas da Abissínia de Arthur Rimbaud seguido de Mar Vermelho de Philippe Soulpault; Trad. de Célia Henriques e Vitor Silva Tavares; Edições &amp;amp; etc; Lisboa 2000) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;Depois, a 5 de Maio de 1884, &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.rimbaud-arthur.fr/"&gt;Jean Arthur Rimbaud&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; escreveria, de Aden, no actual Yemen, na península arábica: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;«(...) Não posso dar-vos um endereço para a resposta a esta carta, pois pesoalmente ignoro para onde irei proximamente arrastado, por que caminhos, por onde, e porquê e como!»&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E também de Aden, a 15 de Janeiro de 1885, pouco menos de um ano depois: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;«(...) Em todo o caso não esperem que o meu temperamento se torne menos vagabundo; pelo contrário, tivesse eu meios para viajar e não fosse obrigado a ficar para trabalhar e ganhar a vida, não me veriam dois meses no mesmo sítio. O mundo é tão grande e tão cheio de regiões magníficas que para visitá-las todas nem a vida de mil homens bastaria. Mas, por outro lado, não gostaria de nadar a vagabundear na miséria, gostaria de ter alguns milhares de francos de rendimentos e poder passar o ano em dois ou três lugares diferentes, vivendo modestamente, fazendo alguns negociositos para poder pagar as minhas despesas. Viver todo o tempo no mesmo sítio, hei-se sempre achar isso muito triste. Enfim, o mais provável é que uma pessoa vá para onde não quer, que faça o que não queria, e viva e morra de um modo totalmente diferente do que sempre desejou, sem esperar qualquer espécie de compensação (...).»
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-4548128182854941712?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/4548128182854941712/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=4548128182854941712' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/4548128182854941712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/4548128182854941712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/09/rimbaud-partir-2.html' title='Rimbaud: Partir (2)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sp8gIMcg1RI/AAAAAAAABnY/pvyWFLkhE_A/s72-c/arthur_rimbaud_18541891__med.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-114549155535170685</id><published>2009-08-10T00:36:00.005+01:00</published><updated>2009-08-10T00:52:05.494+01:00</updated><title type='text'>Rimbaud: Partir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sn9fGu2nv9I/AAAAAAAABnI/1fC7hS8Kuzc/s1600-h/rimbaud.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 196px; DISPLAY: block; HEIGHT: 283px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368113850109902802" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sn9fGu2nv9I/AAAAAAAABnI/1fC7hS8Kuzc/s400/rimbaud.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;«Porque há-de parecer que um espírito, excepcionalmente dotado para as letras, volte de repente as costas à literatura, desinteressando-se por completo de uma actividade onde se magnificava? Que haja em tal recusa escândalo para toda a gente, demonstra que valor incomensurável atribuem todos ao exercício da poesia. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O escândalo de Rimbaud tomou múltiplas formas: em primeiro lugar, escreve obras-primas, renuncia a escrever outras enquanto parece capaz de continuar a produzi-las. Renunciar a escrever, quando se deu conta que se era um grande escritor, não passa sem constituir mistério absoluto. Tal mistério aumenta quando se descobre o que Rimbaud pede à poesia: não que produza belas obras, nem que responda a um ideal estético, mas que ajude o homem a partir para algures, a ser mais ele próprio, a ver mais do que pode ver, a conhecer o que não pode conhecer - numa palavra, fazer da literatura uma experiência que engloba o todo da vida e o todo do homem (...). &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E tão grande é o respeito do homem pela decisão de se levar ao extremo, tão grande a certeza de não se poder trair um tal esforço senão obedecendo-lhe, que a renúncia de Rimbaud, longe de ser tomada por uma infidelidade ao movimento que a inspirou, surgiu como o momento superior, aquele onde ele atingiu verdadeiramente o cume e que, por via disso, nos resta inexplicável. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sn9fGQAivxI/AAAAAAAABnA/ZagpQA2aw54/s1600-h/008fig012.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 356px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368113841830018834" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sn9fGQAivxI/AAAAAAAABnA/ZagpQA2aw54/s400/008fig012.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;(...) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O silêncio não data de 1873. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Rimbaud, mesmo quando pretendeu "encontrar uma língua" falou sempre o menos possível. Em público, quase não abre a boca. É taciturno, lança por vezes uma injúria, distribui pancada. "Imagino-me a encontrá-lo um dia em pleno Saará, após muitos anos de separação - escreve um dos seus camaradas. Estamos isolados e dirigimo-nos em sentidos contrários. Ele pára por instantes. - Bom dia, como passas? - Bem. Adeus. E continua o seu caminho. Nem a menor efusão. Nem uma palavra a mais". Nada de palavras. Já não sei falar. Todos os seus poemas, o menos dos seus textos significam a sua própria aridez superior, a necessidade de tudo dizer num tempo de relâmpago, estranho à faculdade de dizer que, essa, precisa de duração. Já visto. Já tido. Já conhecido. Tal é a "partida" que escrevendo não fez mais que recomeçar, partida que, um dia, teve lugar e que, ao fim, terminou nestas linhas: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;"Que quereis que vos escreva? que uma pessoa se aborrece, se enfastia, se embrutece; que está farta mas que não pode acabar com isso, etc., etc! Eis tudo, tudo o que por consequência se pode dizer; e como isto também não alegra os outros, o melhor é calar."» ~&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(texto de Maurice Blanchot &lt;em&gt;in Cartas da Abissínia de Arthur Rimbaud seguido de Mar Vermelho&lt;/em&gt; de Philippe Soulpault; Trad. de Célia Henriques e Vitor Silva Tavares; Edições &amp;amp; etc; Lisboa 2000) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sn9fGY4inCI/AAAAAAAABm4/zo6GkvGBmUE/s1600-h/a2abig.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 283px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5368113844212374562" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sn9fGY4inCI/AAAAAAAABm4/zo6GkvGBmUE/s400/a2abig.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-114549155535170685?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/114549155535170685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=114549155535170685' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/114549155535170685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/114549155535170685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/08/porque-ha-de-parecer-que-um-espirito.html' title='Rimbaud: Partir'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sn9fGu2nv9I/AAAAAAAABnI/1fC7hS8Kuzc/s72-c/rimbaud.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-6621873387092667694</id><published>2009-07-10T14:26:00.003+01:00</published><updated>2009-07-10T14:29:48.137+01:00</updated><title type='text'>A Verdadeira Cidadania (4)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Pale Blue Dot foi inspirado numa imagem captada, por sugestão de Carl Sagan, pelo maior de todos os viajantes humanos: a sonda Voyager 1, a 14 de Fevereiro de 1990. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;À medida que a Voyager se afastava da nossa vizinhança planetária a caminho dos limites frios e desconhecidos do sistema solar, os engenheiros fizeram-ma virar para um derradeiro olhar ao nosso planeta. A Voyager 1 encontrava-se a 6.4 biliões de kilómetros quando captou uma imagem da Terra, que correu mundo. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Posicionada entre finos raios luminosos da nossa estrela, o Sol, a Terra aparece nessa imagem como um frágil ponto de luz, perdido algures como mais uma passagem, assustadoramente insignificante, na imensa e incompreensível fuga cósmica. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sagan, então, visionário, génio, e sonhador que era, para quem a astronomia era acima de tudo uma experiência de construção do carácter e da humildade, própria dos seres superiores, escreveu, em 1994, umas palavras memoráveis e que foram, para quem não sabe, precursoras - como, aliás, foi tudo em Sagan -, daquilo que hoje tão em voga está e que as grandes massas e muitos ignorantes enchem a boca e reproduzem sobre o aquecimento global e o efeito de estufa: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;Look again at that dot. That's here. That's home. That's us. On it everyone you love, everyone you know, everyone you ever heard of, every human being who ever was, lived out their lives. The aggregate of our joy and suffering, thousands of confident religions, ideologies, and economic doctrines, every hunter and forager, every hero and coward, every creator and destroyer of civilization, every king and peasant, every young couple in love, every mother and father, hopeful child, inventor and explorer, every teacher of morals, every corrupt politician, every "superstar," every "supreme leader," every saint and sinner in the history of our species lived there--on a mote of dust suspended in a sunbeam&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O resultado foi o video que se segue. Um ponto para a eternidade: a pale blue dot (com a voz do próprio Sagan e memorável música de Vangelis, a mesma da série Cosmos): &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Depois dele ... fácil é ter um laivo da compreensão da nossa insignificância e iniciar a maior de todas as demandas, a visão última de Carl Sagan, que um dia, como todas as outras que teve, será uma realidade: a vida e inteligência extraterrestre. O grande relato dos viajantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/HurA3M_CBJY&amp;amp;hl=pt-br&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/HurA3M_CBJY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-6621873387092667694?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/6621873387092667694/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=6621873387092667694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/6621873387092667694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/6621873387092667694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/07/verdadeira-cidadania-4.html' title='A Verdadeira Cidadania (4)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-8990434883512522670</id><published>2009-06-29T18:03:00.008+01:00</published><updated>2009-06-29T18:14:53.900+01:00</updated><title type='text'>A Verdadeira Cidadania (3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Skj01FwNwGI/AAAAAAAABmw/clpnbRf1IOY/s1600-h/cosmos.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352797350044483682" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Skj01FwNwGI/AAAAAAAABmw/clpnbRf1IOY/s400/cosmos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Carl Sagan&lt;/span&gt; era um idealista, um visionário e um sonhador. Talvez o último grande humanista, o derradeiro da linhagem do espírito grego. Perseguiu as suas paixões ao longo da vida, como a que nutria pelo planeta Marte, e os seus sonhos, como aquele que foi o maior de todos, aquele que nos continua a afligir e a apaixonar, e que Sagan dizia ser o mais significativo, a busca essencial e a tarefa mais bela e relevante da história humana: a procura de vida e inteligência além da Terra, que retratou no romance "Contacto", adaptado ao cinema por Robert Zemeckis, onde Jodie Foster, o alter-ego de Sagan, escuta os sinais vindos do espaço (SETI). Embora não tenha vivido para poder ver realizado esse que foi o maior de todos os seus sonhos (e quando se realizará???), Carl ainda pôde ver alguns deles concretizados. Outros deixou-os como legado às gerações futuras, em quem depositava toda a confiança e esperança. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando me lembro da série televisiva &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Cosmos&lt;/span&gt; e dos seus livros e escritos não posso deixar de regozijar-me e agradecer, não sei bem a quê ou a quem, o privilégio de ter existido nesta época e compartilhar da existência de um ser humano como &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Carl Sagan&lt;/span&gt;. Com ele vamos através da poeira interestelar pelas vozes da fuga cósmica, detemo-nos, como Mark Twain, deitados na relva, nas noites de verão, a perscutar a estrelas, sentimos um arrepio ao escutar a música que John Williams compôs para ET ou os acordes de Vangelis para as primeiras e eternas imagens de &lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Cosmos&lt;/span&gt;; com Sagan somos levados a ter uma fé inabalável no percurso da humanidade e a empreender a busca dos princípios fundamentais. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sagan ensinou-nos a relativizar o mundo e as coisas, a ir mais além do que devemos ir e a acreditar no que se manifesta por detrás do que aparece oculto. Carl Sagan conduz-nos numa viagem primordial pela história humana e pela evolução do Universo e aponta-nos, como uma luz última, tal o dedo reluzente do pequeno ET a tocar-nos a testa, os mundos para além da Terra e as vidas que atravessam a poeira do tempo e do espaço. &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Com Sagan regressamos a um mundo antigo e essencial, e à infância protegida em que nos debruçávamos no parapeito para ouvir a música das estrelas e sentir os mundos que gravitam dentro e fora de nós, como uma grande enciclopédia galáctica. Conhecer Carl Sagan é compreender que o nosso mundo nunca mais será o mesmo. É empreender o maior de todos os mistérios e iniciar a maior de todas as viagens&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;.
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Skj00w9lxRI/AAAAAAAABmo/m6UoFVTzYqg/s1600-h/8j6q3duej0fdzsv0l5o3_thumb.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 304px; DISPLAY: block; HEIGHT: 400px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5352797344463439122" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Skj00w9lxRI/AAAAAAAABmo/m6UoFVTzYqg/s400/8j6q3duej0fdzsv0l5o3_thumb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-8990434883512522670?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/8990434883512522670/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=8990434883512522670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/8990434883512522670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/8990434883512522670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/06/verdadeira-cidadania-3.html' title='A Verdadeira Cidadania (3)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Skj01FwNwGI/AAAAAAAABmw/clpnbRf1IOY/s72-c/cosmos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-2496614162199357087</id><published>2009-06-17T15:49:00.006+01:00</published><updated>2009-06-17T16:11:43.465+01:00</updated><title type='text'>A Verdadeira Cidadania (2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SjkD0dDNRAI/AAAAAAAABmg/CbQ8uSV_te4/s1600-h/sagan_pioneerplaque.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 277px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348310232165336066" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SjkD0dDNRAI/AAAAAAAABmg/CbQ8uSV_te4/s400/sagan_pioneerplaque.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Vivíamos, então, uma época maravilhosa, em que o entendimento das questões essenciais que afligem o ser humano desde as origens, como a vida e a morte, a origem das espécies e da vida na Terra, e a exploração do Universo, começava a ser vislumbrada através do tênue feixe de luz que a frágil lanterna da ciência consegue lançar sobre a nossa ignorância. Poucos conseguiam ter consciência dessas maravilhas e desse privilégio, contemplar esse momento único, regozijar-se de pertencer a tal momento da nossa fugaz existência no pano de fundo do oceano cósmico. Um desses raros homens foi &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Carl Sagan&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Ninguém se esforçou mais do que ele para mostrar a todos nós a importância fundamental de tornar acessível a toda a espécie humana a posse dessa ténue luz da ciência. Ninguém como Sagan teve a coragem e a iniciativa de colocar à prova o pensamento científico, sem preconceitos, sem soberba e sem arrogância. Sagan ensinou-nos a intricada simplicidade das coisas e a relatividade de tudo. Ensinou-nos a modéstia, atributo próprio, como dizia, de quem se dedica ao estudo da astronomia, pois mais tarde ou cedo chegará a perceber o quanto finitos e incompletos nós somos. Com ele aprendemos a saber que a inteligência, a dignidade e a superioridade de cada um de nós está naquilo que aparentemente não se vê, mas no que se sente e busca para lá de todas as fronteiras, acima dos espíritos comezinhos e limitados.
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SjkD0P71mJI/AAAAAAAABmY/dAHMuFjxkII/s1600-h/planets_iau_big.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348310228644763794" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SjkD0P71mJI/AAAAAAAABmY/dAHMuFjxkII/s400/planets_iau_big.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Podemos lembrar Sagan por ter sido um cientista e um astrônomo de renome internacional, pela sua participação em alguns dos mais importantes projetos da NASA como o das primeiras sondas Viking para Marte e Voyager para Júpiter (nos anos 70) e pela sua constante aparição nos meios de comunicação social e nas conferências da mais elevada comunidade científica do planeta. Mas certamente, para os que conhecem, ainda que superficialmente, a sua obra, as suas idéias e os seus ideais, &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Carl Sagan&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; será sempre lembrado como um ser humano especial, com uma visão de mundo muito particular, demasiado vasta para o comum dos mortais, profundamente essencial e sentimentalmente poética. A ciência era sua musa inspiradora e falar da ciência era sua poesia. Sagan inspirou-nos a todos, num ou noutro sentido, na busca das questões fundamentais e verdadeiramente importantes. Soubémos com ele a não nos limitarmos a este mundo, mas a olhar as coisas na sua perspectiva mais profunda e verdadeira, com a consciência da nossa insignificância, com a elevação do nosso carácter.
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SjkDzv1jKvI/AAAAAAAABmQ/FLdDHcudJk8/s1600-h/extra-terrestrial-landscape_2411.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348310220028455666" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SjkDzv1jKvI/AAAAAAAABmQ/FLdDHcudJk8/s400/extra-terrestrial-landscape_2411.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-2496614162199357087?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/2496614162199357087/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=2496614162199357087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/2496614162199357087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/2496614162199357087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/06/verdadeira-cidadania-2.html' title='A Verdadeira Cidadania (2)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SjkD0dDNRAI/AAAAAAAABmg/CbQ8uSV_te4/s72-c/sagan_pioneerplaque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-5301016978782478570</id><published>2009-06-05T17:43:00.008+01:00</published><updated>2009-06-05T18:10:06.224+01:00</updated><title type='text'>A Verdadeira Cidadania</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 300px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343886575340642290" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SilMhvMoX_I/AAAAAAAABlw/_kuk-yv1nqU/s400/ig206_09_02.jpg" /&gt;No princípio dos anos 80, o mundo, a sociedade e as nossas vidas eram muito diferentes do que são hoje. Tão diferentes como a idade que temos agora. Quando eu tinha 14, 15 e 17 anos despertei para um mundo fascinante, distante e único, tão próximo daquilo que nos funda e eterniza, enquanto outros, da minha geração, se envolviam com outras coisas mais terrenas e acessíveis. Nesse tempo, já lá vão mais de 20 anos, apareceu na tv portuguesa uma série de divulgação científica, cuja produção era considerada a mais avançada da época. Essa série chamava-se Cosmos. Eram 13 episódios, apresentados, já não me lembro a que dias da semana, na rtp1. A série teve origem no livro do mesmo nome, cujo autor, um cidadão norte-americano, aí dos seus 50 anos, era-o também de outras obras. Nesse tempo, quando eu comecei a ver devotamente o Cosmos e a ler os os livros e artigos desse Senhor, eu fui conduzido a um outro mundo e a uma outra dimensão, mágica, que me formou enquanto pessoa, intelectual e moralmente, e influenciou toda a minha vida futura. E como a mim - viria a sabê-lo mais tarde - o mesmo sucedeu a dezenas de jovens portugueses da altura e a milhares de outros jovens e adultos espalhados pelo planeta; hoje, a milhões. Esse cidadão norte-americano, esse Senhor que nos entrava pela casa adentro, com o seu blazer de bombazine beije e camisola de gola alta côr de vinho, e uma voz firme e apaixonada, quase em transe, a falar-nos de tudo o que existe, existiu ou existirá, que me prendia horas a fio na leitura dos seus livros belíssimos, e que me fez, inclusive, endereçar-lhe cartas para Pasadena, na Califórnia, ser um dos primeiros membros portugueses da Planetary Society e sonhar em poder um dia trabalhar no Rádio-Telescópio de Arecibo, no Novo México, de auscultadores na cabeça a tentar captar, noite dentro, no silêncio do deserto, possíveis padrões de sinais de rádio vindos algures da galáxia, esse homem que transformou a inteligência, a compreensão, o carácter e a sensibilidade de tantos e tantos de nós naquele tempo chamava-se &lt;strong&gt;Carl Sagan&lt;/strong&gt;.

&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SilNO_F5dYI/AAAAAAAABmI/jJSyZ0V85Tk/s1600-h/carlsagansmile31hj2.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 203px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343887352701482370" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SilNO_F5dYI/AAAAAAAABmI/jJSyZ0V85Tk/s400/carlsagansmile31hj2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;“A espécie humana precisará crescer muito, deixar sua infância para trás. Talvez os nossos descendentes nesses tempos remotos olhem para trás, para a longa e errante jornada empreendida pela raça humana a partir das suas obscuras origens no distante planeta Terra, e, embrando as nossas histórias pessoais e colectivas, o nosso romance com a Ciência e a Religião, tenham uma visão plena de clareza, compreensão e amor."&lt;/span&gt; Carl Sagan (09/11/1934 – 20/12/1996) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-5301016978782478570?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/5301016978782478570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=5301016978782478570' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/5301016978782478570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/5301016978782478570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/06/maior-de-todas-as-viagens.html' title='A Verdadeira Cidadania'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SilMhvMoX_I/AAAAAAAABlw/_kuk-yv1nqU/s72-c/ig206_09_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-1533953696847664964</id><published>2009-05-16T16:01:00.003+01:00</published><updated>2009-05-16T16:12:42.483+01:00</updated><title type='text'>Moleskine (12)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sg7WhOVO1vI/AAAAAAAABlo/PLTNFsfxdS0/s1600-h/death-and-travel.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; DISPLAY: block; HEIGHT: 265px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336438474751792882" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sg7WhOVO1vI/AAAAAAAABlo/PLTNFsfxdS0/s400/death-and-travel.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt; «Partidas horríveis na semiclaridade, antes da alvorada. Tremura da alma e da carne. Vertigem. Busca do que seria ainda possível levar. Que te agrada tanto nas partidas, Ménalque? Ele respondeu: - O antegosto da morte.&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Não se trata tanto de ir ver outra coisa, mas mais de me separar do que não me é indispensável. Ah, quantas coisas teríamos podido ainda dispensar, Nathanael! Almas nunca suficientemente despojadas para serem finalmente cheias de amor - amor, espera e esperança, as nossas únicas verdadeiras posses.&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Todos estes sítios onde teríamos podido viver! Sítios onde a felicidade abundaria. Quintas laboriosas, labutas inestimáveis dos campos; cansaço, imensa serenidade do sono ...&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;Partamos! E paremos apenas em qualquer sítio, ao acaso ...!»&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(André Gide, &lt;em&gt;Les Nourritures Terrestres&lt;/em&gt;)
&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-1533953696847664964?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/1533953696847664964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=1533953696847664964' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/1533953696847664964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/1533953696847664964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/05/moleskine-12.html' title='Moleskine (12)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/Sg7WhOVO1vI/AAAAAAAABlo/PLTNFsfxdS0/s72-c/death-and-travel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-334295056978836785</id><published>2009-04-28T16:43:00.003+01:00</published><updated>2009-04-28T16:57:00.376+01:00</updated><title type='text'>Moleskine (11)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SfcmQStuTGI/AAAAAAAABlg/H2FljpkrGTg/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329770745359649890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SfcmQStuTGI/AAAAAAAABlg/H2FljpkrGTg/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;« Viajas para reviver o teu passado? - era agora a pergunta do Kan, que também podia ser formulada assim: - Viajas para achar o teu futuro?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;E a resposta de Marco: - O algures é um espelho em negativo. O viajante reconhece o pouco que é seu, descobrindo o muito que não teve nem terá.»&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(Italo Calvino, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Le Città Invisibili&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;)
&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-334295056978836785?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/334295056978836785/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=334295056978836785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/334295056978836785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/334295056978836785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/04/moleskine-11.html' title='Moleskine (11)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SfcmQStuTGI/AAAAAAAABlg/H2FljpkrGTg/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-6764495665570323793</id><published>2009-04-08T15:22:00.003+01:00</published><updated>2009-04-08T15:26:24.917+01:00</updated><title type='text'>Breviário Mediterrânico: (5)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SdyzjYnn_AI/AAAAAAAABlY/RRZxpqsBtjI/s1600-h/east%2520med-1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322326280130526210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 267px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SdyzjYnn_AI/AAAAAAAABlY/RRZxpqsBtjI/s400/east%2520med-1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Mediterrâneo pode pois tornar-se uma biografia, um interminável palimpsesto, um movimento que toma conta de nós e nos conduz para lugares incertos, aonde somos acompanhados por gaivotas solitárias, nas quais veremos notícias de uma esperança ou de desastres, com o Mediterrâneo estendendo-se a toda a volta cada vez mais branco. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Depois, daí para a frente, quanto mais conhecemos mais nos perdemos. Então, como qualquer memória, lugar ou visitação, e nos momentos em que um lado luminoso nos esquece em direcção a um outro que registámos na nossa consciência, o Mediterrâneo adquire para nós e para todos os que nele viveram e morreram o carácter de uma deriva contínua, de uma metáfora.
E se quisermos, porque a tal iriam ter, mais tarde ou cedo, os seguimentos que poderíamos sugerir para a linha seguinte, pela qual seríamos conduzidos ao princípio ou ao fim, consoante a perspectiva ou o momento: também o carácter de um destino, tantas vezes associado a um ponto cardeal ou a uma latitude no horizonte: &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;«&lt;span style="color:#009900;"&gt;A gente do Norte assimila muitas vezes Sul e Mediterrâneo: qualquer coisa a atrai para ele, mesmo quando permanece apegada à sua terra natal. Mais que a simples necessidade de um sol quente e de uma luz mais viva. Não sei se é permitido qualificar isto de «fé no Sul». É possível uma pessoa, independentemente do lugar onde nasceu e onde vive, tornar-se mediterrânica. A mediterraneidade não se herca, adquire-se. É uma distinção, não uma vantagem. Não se trata apenas de história ou de tradições, de geografia ou de raízes, de memória ou de crenças: o Mediterrâneo é também um destino&lt;/span&gt;.» &lt;/div&gt;

&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SdyzjLmKs5I/AAAAAAAABlQ/sxh3K4g_JZE/s1600-h/blue_door_window.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322326276634751890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SdyzjLmKs5I/AAAAAAAABlQ/sxh3K4g_JZE/s400/blue_door_window.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-6764495665570323793?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/6764495665570323793/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=6764495665570323793' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/6764495665570323793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/6764495665570323793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/04/breviario-mediterranico-5.html' title='Breviário Mediterrânico: (5)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SdyzjYnn_AI/AAAAAAAABlY/RRZxpqsBtjI/s72-c/east%2520med-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-4424924788007160237</id><published>2009-03-05T16:51:00.004Z</published><updated>2009-03-05T17:06:33.421Z</updated><title type='text'>Breviário Mediterrânico (4)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SbAFc_LXyKI/AAAAAAAABlI/l_vCwBjdQvI/s1600-h/trojanwar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309749956223420578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SbAFc_LXyKI/AAAAAAAABlI/l_vCwBjdQvI/s400/trojanwar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Predrag Matvejevitch, o geógrafo, o historiador, o narrador, o poeta, por vezes deixa de lá estar. Deixa-nos sós, parte por cima das areias que se estendem das praias do Norte de África à Córsega e reaparece subitamente nos rochedos isolados do mar e na Républica da Ragusa ou em Veneza. Enquanto nos deixa sós, deixa-nos com tudo o que é imenso em tão pouco. Deixa-nos com cada palavra e frase, com cada voz que repete até à exaustão a aventura mediterrânica. Não podemos pretender mais. Predrag encarna a própria cor e ondulação do mediterrâneo, que, como ele mesmo refere, têm a sua natureza e consistências próprias consoante cada corrente ou ponto indefinido do mar. Temos a sensação de que abandona os navios e as embarcações, as cidades e dos territórios marcados para se retirar para os faróis, de onde nos envia notícias e relatos de uma espécie de desaparecimento. Matvejevitch torna-se um viajante em todos os sentidos, mesmo que um deles o seja apenas à roda do seu quarto. Magris assentua, na sua Introdução &lt;a href="http://url/"&gt;(&lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/filologia.htm"&gt;Para uma Filologia do Mar&lt;/a&gt;): «Ao lermos este breviário temos por vezes a impressão de que aquele que fala é um desses homens mencionados no próprio livro, que viveram diante do mar, guardando faróis e realizando dicionários de marinharia. Mas hoje em dia todo o verdadeiro Ulisses deve vestir, além da sua blusa do marinheiro, um roupão, como ainda não há muito escrevia Giorgio Bergamini, e aventurar-se pelas sua biblioteca dentro, tanto ou até mais que por entre as ilhas perdidas; o Ulisses contemporâneo deve ser um perito na distanciação do mito e no exílio da natureza, uma explorador da ausência e da deserção da vida verdadeira». &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;O Mediterrâneo pode pois tornar-se uma biografia, um interminável palimpsesto, um movimento que toma conta de nós e nos conduz para lugares incertos, aonde somos acompanhados por gaivotas solitárias, nas quais veremos notícias de uma esperança ou de desastres, com o Mediterrâneo estendendo-se a toda a volta cada vez mais branco. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309749532971773282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SbAFEWcULWI/AAAAAAAABk4/cXVP84mS5cs/s400/ancient_greece_so_1926.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Retomemos, neste sentido, Matvejevitch, em um dos momentos iniciais de &lt;a href="http://www.bibliomonde.com/pages/fiche-livre.php3?id_ouvrage=207"&gt;Mediteranski Brevijar&lt;/a&gt; (ainda acompanhando a edição portuguesa da Quetzal, com tradução de Pedro Tamen): &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt;«&lt;span style="color:#009900;"&gt;O lugar donde partimos importa menos que aquele aonde chegamos. Porque ora todos os mares parecem formar um só, sobretudo quando é longa a viagem, ora cada uma deles nos parece ser outro mar. Partamos, por exemplo, do Adriático. Daqui, o litoral setentrional, desde Málaga ao Bósforo, está mais próximo e é mais acessível. No Sul, de Haifa até Ceuta, tornam-se mais raras as baías e os portos. Percorri de ilha em ilha o mar Jónio e o mar Egeu, entre Cíclades e Espórades, em busca das suas semelhanças e das suas diferenças. Comparei a Sicília e a Córsega, Maiorca e Minorca. Não fiz escala em todas as costas. Demorei-me mais tempo nos lugares onde os rios desaguam. É difícil conhecer todo o Mediterrâneo&lt;/span&gt;.»

&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5309749542060181234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 314px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SbAFE4TKRvI/AAAAAAAABlA/4xXxY4lwguo/s400/vmahal.jpg" border="0" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-4424924788007160237?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/4424924788007160237/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=4424924788007160237' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/4424924788007160237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/4424924788007160237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/03/breviario-mediterranico-4.html' title='Breviário Mediterrânico (4)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SbAFc_LXyKI/AAAAAAAABlI/l_vCwBjdQvI/s72-c/trojanwar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-5362784086521436074</id><published>2009-02-11T11:25:00.005Z</published><updated>2009-02-11T11:38:05.409Z</updated><title type='text'>Breviário Mediterrânico (3)</title><content type='html'>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301501196063139490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SZK3P8-m5qI/AAAAAAAABjQ/9FalEvPg500/s400/76699653_MjOPBf5V_DSC_0462.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/index.htm"&gt;Predrag Matvejevitch&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; atravessou o imenso mar interior, o imenso Oeste branco do Mediterrâneo de um lado a outro, desde as planícies croato-panónias às areias da Tunísia, da vertente dos Apeninos às gargantas do Montenegro, acima de Kotor, das Cíclades gregas ao arquipélago italiano das Lipari, do norte da Líbia ao litoral turco, passando pela Síria, de Marselha a Alexandria, de Atenas a Roma, do mediterrâneo católico ao mediterrâneo ortodoxo, da cultura da oliveira ao scirocco, entre o Fásis e as Colunas de Hércules. Desenhou curvas, contou as fronteiras, seguiu as cartas e os mapas, orientou-se pelo voo das gaivotas e pela espessura da espuma das ondas, subiu aos mosteiros, aos meteoros da Grécia, avançou para dentro das terras, viu como algumas são ainda mais marítimas do que outras que se encontram na orla, deteve-se nas capitanias, nos pontões abandonados, traçou os limites, as rotas, ouviu as fábulas, as superstições e as línguas antigas, regionais, costeiras, cheirou as redes e as tintas das embarcações, reparou nos molhes a esfumarem-se no azul e parou por fim, em oração, a contemplar o que viu. De tudo, e por tudo, ofereceu-nos esse itinerário indefinível, essa mistura de poema, romance e ensaio, de investigação histórica e tratado de filosofia, esse breviário barroco e infinito, a obra inesquecível, leve e solar como mar que a envolve, que é &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.bibliomonde.net/pages/fiche-livre.php3?id_ouvrage=207"&gt;Mediteranski Brevijar&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SZK3QBMvJrI/AAAAAAAABjg/cb0HbMJWdP4/s1600-h/sunrise_over_mediterranean_sea.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301501196633698482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 392px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SZK3P_Go8LI/AAAAAAAABjY/ssjhBVGOMXc/s400/RW004162.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Robert Bréchon, que assina o Posfácio, intitulado, Cenas de um Mundo Terráqueo, escreve: «&lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/index.htm"&gt;Predrag Matvejevitch&lt;/a&gt; percorreu do mesmo passo o espaço e o tempo do Mediterrâneo. Viu com os seus próprios olhos grande parte das suas margens. Armazenou grande parte do saber que se foi acumulando desde que há quatro mil anos ali há homens que navegam, pescam, pensam, fazem a guerra, constroem cidades. O que caracteriza o Mediterrâneo é uma relação singular entre a terra, o mar e o homem». Claudio Magris, que introduz o livro, concretiza: «A cultura e a história mergulham directamente nas coisas, nas pedras, nas rugas dos rostos humanos, no gosto do vinho e do azeite, na cor das ondas. Matvejevitch tenta agarrar o Mediterrâneo, abandonar-se ao encanto desta palavra, mas também circunscrever rigorosamente o seu sentido, traçar limites e fronteiras. Segue as diversas rotas mediterrânicas, as do tráfico do âmbar e das peregrinações dos Judeus sefardins, da área da vinha e do curso dos rios; as fronteiras tornam-se então movediças e ondulantes: embora coerentes e concêntricas, desenham curvas ideais como as linhas isóbaras ou como as cristas das ondas».&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SZK3QBMvJrI/AAAAAAAABjg/cb0HbMJWdP4/s1600-h/sunrise_over_mediterranean_sea.jpg"&gt;
&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301501197196142258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 248px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SZK3QBMvJrI/AAAAAAAABjg/cb0HbMJWdP4/s400/sunrise_over_mediterranean_sea.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-5362784086521436074?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/5362784086521436074/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=5362784086521436074' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/5362784086521436074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/5362784086521436074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/02/breviario-mediterranico-3.html' title='Breviário Mediterrânico (3)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SZK3P8-m5qI/AAAAAAAABjQ/9FalEvPg500/s72-c/76699653_MjOPBf5V_DSC_0462.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-286334785356252700</id><published>2009-02-02T15:01:00.005Z</published><updated>2009-02-02T15:06:52.198Z</updated><title type='text'>Breviário Mediterrânico (2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298216200457871378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SYcLkCuC4BI/AAAAAAAABjA/qJ3fq6Lp8So/s400/PM-1.jpg" border="0" /&gt;Predrag Matvejevitch é croata, nasceu a cerca de 50 km da belíssima costa da Dalmácia, em Mostar, na Herzegovina, ao que não será de forma nenhuma alheio o pendor do Breviário Mediterrânico. «Em Mostar, diz ele, sopram os ventos do mar. Debaixo da velha ponte turca voam guinchos de uma espécie marinha; muitas vezes, pelo meio dia, o mistral». É professor em importantes universidades da Europa, eminente especialista em estudos românicos da Universidade de Zagreb, autor dessa brilhante obra de crítica historiográfica que é Pour une poétique de l´événement (1979), uma grande voz da Mitteleuropa e das planícies croato-panónias, um dos mais distintíssimos intelectuais europeus do nosso tempo e, afinal, inventor, como diz Bréchon, de uma nova arte de escrever, com este magistral &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.bibliomonde.com/pages/fiche-livre.php3?id_ouvrage=207"&gt;Mediteranski Brevijar&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;. Em criança, quando vivia em Sibenik, na costa dálmata, deixava-se fascinar pelos rios e pelas costas mediterrânicas e a si mesmo perguntava porque é que a faixa litoral é por vezes tão estreita e tão curta, e porque é que as gentes que vivem na costa têm outros hábitos e cantam outras canções. Matvejevitch é ainda autor de outros textos fundamentais, tais como Epistolaire de L´Autre Europe, de 1993 (entre nós: Epistulário Russo, também publicado pela Quetzal, em 1995, igualmente com tradução de Pedro Tamen e &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/predrag.htm"&gt;Introdução de Robert Bréchon&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;), L´île Méditerranée/Photographies de Mimmo Jodice&lt;/a&gt;, que recomendo vivamente e pode ler-se como uma espécie de súmula de Breviário Mediterrânico, e esse não menos belíssimo périplo poético por uma Veneza latente e invisível, um outro autêntico breviário, no tom e no conteúdo, mais do que obrigatório para os amantes da cidade do Adriático, intitulado &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.bibliomonde.com/pages/fiche-livre.php3?id_ouvrage=3069"&gt;Druga Venecija&lt;/a&gt; (L´Autre Venise), que se pode encontrar também na &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.editions-fayard.fr/"&gt;Fayard&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.bibliomonde.com/pages/fiche-livre.php3?id_ouvrage=207"&gt;Mediteranski Brevijar&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; é um livro como deviam ser muitos livros: cada palavra e frase pressentem uma infinitude de outras coisas, uma evocação, uma enumeração, uma análise e um itinerário exaustivo. Passa por nós como o vento que nos branqueia a cara à vista do arquipélago das Elafitas, em Dubrovnik, ou com os reflexos do brilho da água quente de Rovinj, na Ístria. Breviário Mediterrânico é uma viagem como deveria ser cada viagem: completa, com o seu «alegre saber», e gradualmente mais leve e parecida com um fantasma de si própria: na memória e na nostalgia. Como um imenso mediterrâneo branco.
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SYcLkEzC51I/AAAAAAAABjI/SdkdS8k648M/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5298216201015715666" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 190px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SYcLkEzC51I/AAAAAAAABjI/SdkdS8k648M/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/index.htm"&gt;Predrag Matvejevitch&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; começa assim: é o primeiro parágrafo, dá-nos logo aí o tom de todo o texto: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
«&lt;span style="color:#009900;"&gt;Não sabemos ao certo até onde vai o Mediterrâneo, nem que parte do litoral ocupa, nem onde acaba, tanto em terra como no mar. Para os Gregos, de Leste para Oeste, estendia-se do Fásis, no Cáucaso, até às Colunas de Hércules; consideravam implícita a sua fronteira natural a Norte e às vezes não se preocupavam com os seus limites a Sul. Os sábios da Antiguidade ensinavam que os confins do Mediterrâneo se situam onde a oliveira se detém. Nem sempre nem em toda a parte é assim: há lugares na costa que não são marítimos, ou que o são menos que outros, mais afastados dela. Há lugares em que o continente não se alia ao mar, em que se revela difícil a concordância entre eles. Noutros pontos, o carácter mediterrânico abrange mais vastas porções do continente, penetra-as mais com a sua influência. O Mediterâneo não é apenas uma geografia&lt;/span&gt;.»  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-286334785356252700?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/286334785356252700/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=286334785356252700' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/286334785356252700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/286334785356252700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/02/breviario-mediterranico-2.html' title='Breviário Mediterrânico (2)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SYcLkCuC4BI/AAAAAAAABjA/qJ3fq6Lp8So/s72-c/PM-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-878712683177542262</id><published>2009-01-26T11:13:00.005Z</published><updated>2009-01-26T11:36:13.402Z</updated><title type='text'>Breviário Mediterrânico (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295562534133116898" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SX2eEVTfL-I/AAAAAAAABiE/__RjSKdDhwQ/s400/breviario%2520parigi%25201993.gif" border="0" /&gt; Acaba de sair, na Quetzal, a reedição de uma belíssima obra esgotada há muito, e sobre a qual escrevi em tempos, e que agora se reproduz:&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Na Antiguidade conta-se que a cada ponto cardeal correspondia uma côr. O Mar Vermelho correspondia ao Leste; o vermelho indicava o Leste. O Norte era assinalado pelo negro, como o Mar Negro. O Oeste é o branco, o branco do imenso mar interior, o mar de &lt;a href="http://www.bibliomonde.com/pages/fiche-livre.php3?id_ouvrage=207"&gt;Mediteranski Brevijar&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; (Breviário Mediterrânico), o livro solar, a epifania de &lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/index.htm"&gt;Predrag Matvejevitch&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;. Sei que a edição portuguesa, da Quetzal, de 1994, está esgotada há muito. Ouvi dizer em tempo que iria haver uma reedição, mas nem sinal. Comprei o livro nos anos 90 e depois perdi-o. Por ventos mediterrânicos, talvez o maestral, e após anos de tentativas falhadas, um dia dei de caras com ele num alfarrabista do Bairro Alto, que, aliás, já me levou a outras preciosidades desaparecidas. Enquanto não conseguia o livro em Portugal arranjei uma edição francesa da &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.editions-fayard.fr/"&gt;Fayard&lt;/a&gt;. Entretanto também o procurei na Croatia, em Dubrovnik, numa livraria da Placa Stradum, e em Rijeka, mas não havia. Entre nós a tradução para a Quetzal&lt;/a&gt; foi feita por Pedro Tamen a partir da versão francesa aprovada pelo autor. A obra que Matvejevitch escreveu em 1987 é simplesmente genial. É difícil de classificar, tanto que, já de si, é ela mesma um verdadeiro breviário de géneros, um livro com muitos livros dentro: romance, poesia, ensaio, narrativa de viagens, relato imaginário, registo real e fragmentado, escrita de divulgação científica, abordagem histórica, política e geográfica, tratado filosófico. Breviário Mediterrânico é composto por três partes: Breviário, Cartas e Glossário, as quais são no fundo três diferentes formas e tonalidades de tratar o mesmo assunto. A Introdução, intitulada &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/filologia.htm"&gt;Para uma Filologia do Mar&lt;/a&gt;, é de um outro grande andarilho europeu, Claudio Magris, que escreveu um ano antes, em 1986, Danúbio, outro livro também ele fabuloso, do fôlego e cariz deste &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.bibliomonde.com/pages/fiche-livre.php3?id_ouvrage=207"&gt;Mediteranski Brevijar&lt;/a&gt;, só distinta na incidência geográfica e no itinerário. O Posfácio&lt;/a&gt; do livro tem como título Cenas de um Mundo Terráqueo e é de Robert Bréchon. Magris escreve na Introdução que a obra de Predrag se assemelha ao empreendimento do relojoeiro catalão (que Matvejevitch conhecera em Alexandria e que apaixonadamente, e contra uma falta exorbitante de dados, estava a reconstituir o catálogo da famosa biblioteca destruída pelo sultão Omar), no que mistura de rigor e de temeridade, de precisão científica e de epifania do infinito. Ainda Magris: «Que livro é este, que com requintada discrição desafia os géneros literários? &lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SX2eGjDCrCI/AAAAAAAABiU/wwjp0CszIHQ/s1600-h/p130255-Greek_Islands-Santorini_scenery.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295562572181974050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SX2eGjDCrCI/AAAAAAAABiU/wwjp0CszIHQ/s400/p130255-Greek_Islands-Santorini_scenery.jpg" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;Mediterrâneo de Matvejevitch, ele mesmo o diz, não é apenas o espaço histórico-cultural, estudado magistralmente e talvez definitivamente por Braudel, nem o espaço místico-lírico celebrado por Gide ou por Camus. Obra fascinante, que ao mesmo tempo tem algo de portulano, de léxico e de ensaio/romance assente numa absoluta fidelidade ao real, o livro de Matvejevitch pode levar a pensar, na sua total autonomia e na sua diversidade, em La Mer de Michelet, outro livro estranho e genial, em que o grande historiador, depois de ter sondado nos arquivos a história da França e a da Revolução, consagra a sua atenção infatigável à estratificação geológica das costas e aos faróis, às conchas e à flora oceânicas, às estações balneares e às histórias de sereias.» O registo de Matvejevitch é desconcertante. Prende-nos e envereda por caminhos que não esperaríamos. Detem-se no que julgamos acessório quando na verdade se trata do essencial, suspende-se nos pormenores, em cada grão de areia, em vez de se alargar nos sentidos latos e visíveis, leva-nos numa vista aérea, leve, a abarcar o mínimo de cada possibilidade. Magris determina (vale a pena seguir o texto): «lê o mundo, a realidade, os gestos e as entoações das pessoas, o estilo das capitanias, a meneira indefinível como a natureza se prolonga sub-repticiamente na história e na arte, como as formas das costas se vão reencontrar nas da arquitectura, a influência no traçado das fronteiras da cultura da oliveira, da extensão de uma religião ou da migração das enguias, as histórias e os destinos cuja lembrança é guardada pelos glossários náuticos e pelas línguas desaparecidas, a linguagem das ondas e a dos cais, as gírias e falares que mudam imperceptivelmente no espaço e no tempo». E remata em &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.giardini.sm/matvejevic/filologia.htm"&gt;Para uma Filologia do Mar&lt;/a&gt;: «O potamólogo que, no livro Danúbio, tentou sobretudo exprimir a grande nostalgia do mar, e em especial do Adriático, inveja fraternalmente o talassólogo Matvejevitch; e alegra-me que o Danúbio se lance no mar, apesar de, infelizmente, o fazer no Mar Negro e não no Mediterrâneo». Por sua vez, Robert Bréchon escreve no Posfácio que o texto de Predrag é o equivalente, para a geografia, do que Marguerite Yourcenar fizera para a história ao recriar o interior da personagem Adriano (...) e situa-se na faixa estreita que permaneceu livre entre o discurso académico e o discurso «poetizante». E analisa a três partes do livro: «o Breviário é o catálogo dos tópicos de todos os discursos possíveis sobre o Mediterrâneo: portos, ilhas, ventos, correntes, costas, faróis, terrenos, línguas, utensílios, migrações, batalhas navais, etc. (...) Este texto apresenta-se ao mesmo tempo como uma suma de conhecimentos rigorosos e como o resumo de uma enciclopédia infinita. É escrito como um poema, numa prosa cheia de imagens, ritmada e, poderíamos dizer, rimada pelo retorno, no fim de cada fragmento, do vocábulo que esta repetição encantatória sacraliza até ao fim: «Mediterrâneo»; (...) as Cartas tornam concretamente visíveis os lugares mediterrânicos. A carta geográfica é um outro espaço da viagem, é uma viagem, e o autor por lá deambulou tanto ou mais que por terra ou por mar. (...) Por fim, o Glossário retoma todos os temas do Breviário e das Cartas, para explicar os termos, comentar os relatos, indicar as fontes, fornecer as referências, aludir até, aqui e além, às circunstâncias da composição do livro.»
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SX2eGQansfI/AAAAAAAABiM/pFhw6q0DmW4/s1600-h/cres4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295562567180595698" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SX2eGQansfI/AAAAAAAABiM/pFhw6q0DmW4/s400/cres4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-878712683177542262?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/878712683177542262/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=878712683177542262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/878712683177542262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/878712683177542262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/01/brevirio-mediterrnico-1.html' title='Breviário Mediterrânico (1)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SX2eEVTfL-I/AAAAAAAABiE/__RjSKdDhwQ/s72-c/breviario%2520parigi%25201993.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-938173676004440723</id><published>2009-01-12T11:12:00.007Z</published><updated>2009-01-12T11:28:46.633Z</updated><title type='text'>Irlanda: A Música (3)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290365891155059170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 189px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SWsnv5oj4eI/AAAAAAAABfA/Iaqev4WTHyA/s400/drzewa01.jpg" border="0" /&gt;Como se referiu &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2007/09/irlanda-msica-2.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2007/09/irlanda-msica-1.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, na Irlanda, música, poesia, terra, mar e viagem são realidades inseparáveis, formando, cada uma delas, e todas, a nossa grande deslocação através da paisagem. É um tema recorrente em Seamus Heaney, esse, o do movimento que fazemos ao atravessar os vales e as costas a conduzir. Conduzir como forma de ligarmos um lugar ao outro, conduzir como acto de meditação e desnivelamento dos sentidos.

&lt;p align="justify"&gt;A música irlandesa, seja ela a de raíz marcadamente tradicional (o sean-nós), como em &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.en.wikipedia.org/wiki/Liam_O"&gt;Liam O ´Flynn&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, nos &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.boysofthelough.com/"&gt;Boys of the Lough&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; ou nessa verdadeira lenda que são os &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.thechieftains.com/"&gt;The Chieftains&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, seja na sua vertente de ressurgimento transmultidisciplinar, onde se incluem as inesquecíveis sonoridades de fusão de &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.enya.com/"&gt;Enya&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, dos &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.altan.ie/"&gt;Altan&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.capercaillie.co.uk/"&gt;Capercaillie&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; e dos &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.clannad.ie/"&gt;Clannad&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, seja, finalmente, na nova música e na Pop, com marcas de relevância mundial, como &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.mikescottwaterboys.com/"&gt;The Waterboys&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Pogues"&gt;The Pogues&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, os &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.u2.com/"&gt;U2&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.vanmorrison.co.uk/"&gt;Van Morrison&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; (que em parceria com os &lt;em&gt;The Chieftains&lt;/em&gt; é autor de um album histórico), &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.cranberries.com/"&gt;The Cranberries&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.thecorrswebsite.com/"&gt;The Corrs&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, conta-nos, à semelhança da poesia, da literatura e da arte, uma história. Uma história de exílio, de esperança, de tempestades, de caminhos perdidos e rostos lembrados. Através dela perspassamos os olhos e os ouvidos pelas estrelas desaparecidas dos Celtas, pela sua marcha antiga através das pedras e dos túmulos, pelo sol a bater nas cruzes dos cruzamentos do &lt;em&gt;Dhún na nGall&lt;/em&gt;, pelas costas agrestes nos Anais Irlandeses, inspirados pela visão parcelar de &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TÃ&amp;shy;r_na_nÃg"&gt;Tír na NÓg&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, a terra da juventude, e pelos espíritos das crianças que dançam na praia ao vento, como no poema de W.B.Yeats. As canções e as baladas falam por si mesmo e contam-nos histórias de deuses deitados ao longo de vastos campos de relva. &lt;em&gt;Tempus Vernum ... Deora ar mo ch&lt;/em&gt;roí . &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290365889949960322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 398px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SWsnv1JPiII/AAAAAAAABfI/RAhnyCp1EDE/s400/kenny_fig01b.jpg" border="0" /&gt;«&lt;span style="color:#009900;"&gt;Quando mais nada tiveres a dizer, conduz/um dia inteiro contornando a península./O céu tão alto como sobre uma pista,/a terra sem marcas que digam se chegamos,//sempre a caminho, mas sempre aquém de avistar terra./Ao sol-pôr, horizontes sorvem mar e colina,/o campo lavrado engole a branca empena/e estás de novo no escuro. Agora relembra//o brillho da areia, um tronco em silhueta,/aquela rocha que esfarrapava as ondas,/aves marinhas com pernas como andas,/ilhas navegando por entre a névoa,//e regressa a casa ainda sem nada p`ra dizer/a não ser que agora lerás qualquer paisagem/assim: a nitidez das coisas em suas formas,/água e terra definidas nos seus extremos&lt;/span&gt;.» &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;
&lt;span style="font-size:85%;"&gt;The Peninsula; poema de Seamus Heaney (de Door into the Dark, 1969); Trad. de Rui Carvalho Homem; Da Terra à Luz - Poemas 1966-1987; Relógio D`Água Editores: 1997)
&lt;/span&gt;

&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290365894877032802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 270px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SWsnwHf8sWI/AAAAAAAABfQ/zSHBWwJoIkI/s400/Aran-Islands-Cemetery-2-1500x1000.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-938173676004440723?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/938173676004440723/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=938173676004440723' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/938173676004440723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/938173676004440723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2009/01/irlanda-msica-3.html' title='Irlanda: A Música (3)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SWsnv5oj4eI/AAAAAAAABfA/Iaqev4WTHyA/s72-c/drzewa01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-972993170296430185</id><published>2008-12-15T15:04:00.005Z</published><updated>2008-12-15T15:17:26.899Z</updated><title type='text'>Irlanda: A Música (2)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280035107757499634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 312px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SUZz9Kd6JPI/AAAAAAAABeo/S2bpK3DDjHs/s400/lange_county_clare.jpg" border="0" /&gt;"&lt;em&gt;By God, the old man could hangle a spade./ Just like his old man",&lt;/em&gt; escreve &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.en.wikipedia.org/wiki/Seamus_Heaney"&gt;Seamus Heaney&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; em &lt;em&gt;Digging&lt;/em&gt;. O velho cantor do Connemara haveria de gostar deste poema. A maior parte da paisagem do Connemara são pequenos campos trabalhados ao longo de gerações, homens "stooping in rhythm through potato drills", a cantarem enquanto erguem os muros pedra a pedra e a interiorizarem as palavras legadas pelos seus antepassados. A música tradicional irlandesa comporta uma espécie de mnemónica; lembra-nos os tempos antigos, e a passagem do tempo, e traz-nos à memória os rostos de amigos ausentes. Por outro lado, também conduz o passado ao futuro; e é, igualmente, uma música essencial e precisa para conduzir.

&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280035110559193810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SUZz9U54mtI/AAAAAAAABew/cVeeD6jw8dw/s400/claremap.gif" border="0" /&gt;&lt;span&gt;O poema de Seamus Heaney intitulado &lt;em&gt;Postcript&lt;/em&gt; desenvolve um tema recorrente da sua poesia, o acto de conduzir: conduzir como forma de ir de um lugar ao outro, conduzir até ao interior de cada um, conduzir como meditação. Em &lt;em&gt;Postcript &lt;/em&gt;estamos no County Clare, aliás a região de origem da maior parte da música de um dos grandes artistas irlandeses, Liam O ´Flynn (uilleann pipes e whistle). O carro é uma espécie de sala de estar, sujeita à cadência da paisagem e às variações do tempo e da atmosfera. Também a música tem esse tipo de vulnerabilidade, à medida que a escutamos a chegar de um outro lugar, porventura vinda do oceano, dos cliffs do Co. Clare, como sucede em Pookas´Tune, Port na bPúcaí, ou então como os antepassados acreditavam que assim fosse. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;em&gt;And some time make the time to drive out west/ Into County Clare, along the Flaggy Shore,/ In September or October, when the wind/ And the light are working off each other/ So that the ocean on one side is wild/With foam and glitter, and inland among stones/The surface of a slate-grey lake is lit/ By the earthed lightening of flock of swans,/ Their feathers roughed and ruffling, white on white,/ Their fully-grown headstrong-looking heads/Tucked or cresting or busy underwater./ Useless to think you'll park or capture it/ More thoroughly. You are neither here nor there,/ A hurry through which known and strange things pass/ As big soft buffetings come at the car sideways/ And catch the heart off guard and blow it open.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#009900;"&gt;Postsript, Seamus Heaney &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SUZz972bRlI/AAAAAAAABe4/U0m8ML-yfWk/s1600-h/20060519-022%2520-%2520Ireland%2520-%2520Galway%2520Bay%2520from%2520The%2520Burren,%2520County%2520Clare-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5280035121013671506" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SUZz972bRlI/AAAAAAAABe4/U0m8ML-yfWk/s400/20060519-022%2520-%2520Ireland%2520-%2520Galway%2520Bay%2520from%2520The%2520Burren,%2520County%2520Clare-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;De Lisdoonvarna a Ballyvaughan, passando por Kilfenora, bem no centro do &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.en.wikipedia.org/wiki/The_Burren"&gt;The Burren&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; e do Co. Clare, e tomando a inesquecível Road Coast 477, para trás, para sul, com as Aran Islands dispostas à direita, chegamos a &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.doolin-tourism.com/"&gt;Doolin&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, um dos grandes centros de preservação e divulgação da autêntica Irish Music. Aí, protegidos da chuva recorrente, com a música que todas as noites se toca e canta nos pubs, designadamente no &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.mcdermottspubdoolin.com/"&gt;Macdermotts&lt;/a&gt;&lt;/a&gt; e no Gus O`Connors, somos afinal conduzidos a um território outro que nos aparece, vista do &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.aranview.com/"&gt;Aran View House Hotel&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, como um ponto de luz no oceano escuro, a brilhar numa das extremidades de Inish Oirr, a mais pequena das Aran e a mais próxima do tempestuoso cais de Doolin. Na Irlanda música e poesia são uma e a mesma coisa; música, terra, mar e paisagem também. Não há uma sem a outra.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-972993170296430185?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/972993170296430185/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=972993170296430185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/972993170296430185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/972993170296430185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/12/irlanda-msica-2.html' title='Irlanda: A Música (2)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SUZz9Kd6JPI/AAAAAAAABeo/S2bpK3DDjHs/s72-c/lange_county_clare.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-7485432741645420643</id><published>2008-12-03T10:53:00.006Z</published><updated>2008-12-03T11:06:07.424Z</updated><title type='text'>Irlanda: A Música (1)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275517237121816946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/STZm-e0YmXI/AAAAAAAABIY/C2u5buTYQ-A/s400/Ireland-beautiful-scenery.jpg" border="0" /&gt;&lt;em&gt;Sean-nós&lt;/em&gt;, literalmente, significa "old-style", e refere-se geralmente à elevada ornamentação do canto em língua irlandesa (o &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://www.en.wikipedia.org/wiki/Gaeltacht"&gt;Gaeltacht&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;) do Connemara, no Oeste da Irlanda: uma arte que persiste desde há séculos e que é ainda, mesmo actualmente, constantemente renovada. Um dos cantores, um homem aí dos seus 80 anos, está sentado a uma fogueira de turfa. Outro velho homem, talvez irmão, está ao seu lado, atento. À medida que aquele canta, a sua voz desfaz-se em pedaços, em notas altas. São pontos num mapa linear; e pode-se pensar que a linha de uma canção sean-nós é como uma dessas estradas pedregosas do Connemara, serpenteando entre muros de pedra, casarões antigos e em ruínas e bungalows recentes: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;em&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Your songs, when you sing them with two eyes closed/As you always do, are like a local road/ We`ve known every turn of in the past - &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
tal como Seamus Heaney escreveu em &lt;em&gt;The Wellhead&lt;/em&gt;. Os olhos do cantor do Connemara estão abertos; mas ele está absorto na distância, muito para lá do presente - olhando directamente para o passado, visitando outra vez, pessoalmente, as circunstâncias da canção. E enquanto o inclina os olhos para a paisagem, interrogando-a, o companheiro prende as suas palavras nos lábios, como um viajante silencioso. Os seus olhos fecham-se. Então, o velho cantor chega ao fim da história. Ao ouvir &lt;em&gt;The Wellhead&lt;/em&gt;, imaginei os olhos das mulheres cegas do poema, os quais podiam ver o céu reflectido no fundo do poço do vizinho. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/STZm-qor6fI/AAAAAAAABIg/tX1pJcN1X9w/s1600-h/untitled.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5275517240293976562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/STZm-qor6fI/AAAAAAAABIg/tX1pJcN1X9w/s400/untitled.bmp" border="0" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;A imagem do poeta e do músico cegos é antiga. Os antigos bardos irlandeses eram obrigados a deitarem-se na escuridão, nas sombras, com uma pedra a fazer de almofada, até que tivessem acabado de compor o seu poema, cujos versos entrecruzavam padrões de um tapete oriental traduzido em palavras. O famoso O ´Carolan, tocador de harpa, compositor, bebedor, era cego. A poesia e a música contemplam a paisagem. Elas prosseguem lado a lado através dela. Diz-se que toda a música tradicional irlandesa aspira à condição do sean-nós. Esta é uma generalização, mas há nela laivos de verdade. As cadências lentas - por oposição à música de dança - devem atender às palavras não proferidas da canção à qual estão ligadas; e o som do canto (no qual a melodia é tocada com as uilleam pipes) deve ser pensado como o mais próximo da voz humana.
&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-7485432741645420643?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/7485432741645420643/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=7485432741645420643' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/7485432741645420643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/7485432741645420643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/12/irlanda-msica-1.html' title='Irlanda: A Música (1)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/STZm-e0YmXI/AAAAAAAABIY/C2u5buTYQ-A/s72-c/Ireland-beautiful-scenery.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-1701591705188232497</id><published>2008-10-29T15:23:00.010Z</published><updated>2008-10-29T15:41:17.209Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Moleskines'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Robert Frost'/><title type='text'>Moleskine (10)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SQiCZLlymLI/AAAAAAAABIA/I1fpXshdVMk/s1600-h/6a00d83451fc5a69e200e55070c0958833-800wi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262599533702060210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SQiCZLlymLI/AAAAAAAABIA/I1fpXshdVMk/s400/6a00d83451fc5a69e200e55070c0958833-800wi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Two roads diverged in a yellow wood,/ And sorry I could not travel both/And be one traveler, long I stood/ And looked down one as far as I could/ To where it bent in the undergrowth.// Then took the other, as just as fair,/ And having perhaps the better claim,/ Because it was grassy and wanted wear;/ Though as for that the passing there/ Had worn them really about the same.// And both that morning equally lay/ In leaves no step had trodden black./ Oh, I kept the first for another day!/ Yet knowing how way leads on to way,/ I doubted if I should ever come back.// I shall be telling this with a sigh/ Somewhere ages and ages hence:/ Two roads diverged in a wood, and I--/ I took the one less traveled by,/ And that has made all the difference.
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;
&lt;/span&gt;(The Road Not Taken; Robert Frost, 1915)&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-1701591705188232497?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/1701591705188232497/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=1701591705188232497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/1701591705188232497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/1701591705188232497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/10/moleskine-10.html' title='Moleskine (10)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SQiCZLlymLI/AAAAAAAABIA/I1fpXshdVMk/s72-c/6a00d83451fc5a69e200e55070c0958833-800wi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-3557792709374928836</id><published>2008-09-26T14:19:00.003+01:00</published><updated>2008-09-26T15:16:28.839+01:00</updated><title type='text'>Os Dias da América (14)</title><content type='html'>América!

&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/v1JZly_jHeQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/v1JZly_jHeQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-3557792709374928836?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/3557792709374928836/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=3557792709374928836' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/3557792709374928836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/3557792709374928836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/09/os-dias-da-amrica-14.html' title='Os Dias da América (14)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-3519272711484170709</id><published>2008-09-15T01:45:00.005+01:00</published><updated>2008-09-15T02:06:24.035+01:00</updated><title type='text'>Os Dias da América (13)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SM2zbnNoVtI/AAAAAAAABHw/VUHMse46fFE/s1600-h/nationalairport.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246046427920488146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SM2zbnNoVtI/AAAAAAAABHw/VUHMse46fFE/s400/nationalairport.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Washington, Dulles Airport, 9/11, 2008, 9:38 a.m&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;7 anos desde que o voo 77 bateu no edifício do Pentágono, aqui ao pé. Em Dulles, como em toda a América, as bandeiras estão a meia haste. Um minuto de silêncio. As pessoas param na gare do aeroporto e nas portas de embarque. Algumas choram. Washington silencia. E não esquece. Como um pouco mais acima, em NYC.

&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-3519272711484170709?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/3519272711484170709/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=3519272711484170709' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/3519272711484170709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/3519272711484170709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/09/os-dias-da-amrica-13.html' title='Os Dias da América (13)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SM2zbnNoVtI/AAAAAAAABHw/VUHMse46fFE/s72-c/nationalairport.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-84523374077152349</id><published>2008-09-08T19:43:00.008+01:00</published><updated>2008-09-08T20:23:15.620+01:00</updated><title type='text'>Os Dias da América (12)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMV0TdCdw9I/AAAAAAAABHQ/06X4EOGoNMg/s1600-h/motel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243725218704114642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMV0TdCdw9I/AAAAAAAABHQ/06X4EOGoNMg/s400/motel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Qualquer &lt;em&gt;road trip&lt;/em&gt; nos EUA implica a paisagem constante dos móteis e dos hotéis de estrada. Na América viajar na estrada tem um espírito muito próprio, faz parte de um mundo simbólico, que ao lonmgo da vida nos habituámos a ver nos filmes, principalmente nos road movies. Na verdade, a estrada na América tem um importância tão forte que até é responsável pela criação de um género cinematográfico específico, acompanhado da sua simbologia especial, imcomparável em qualquer lado do mundo. A mítica &lt;em&gt;route 66&lt;/em&gt;, que liga Chicago a Los Angeles, as jornadas do &lt;em&gt;coast to coast&lt;/em&gt;, as travessias dos estados estão constantemente ligadas ao imaginário americano. E nesse imaginário é marca obrigatória a presença dos &lt;em&gt;motels&lt;/em&gt; e dos &lt;em&gt;road hotels&lt;/em&gt;, de que são arquétipos, se quisermos, o motel de Psico, de Hitcock, ou o de &lt;em&gt;29 Palms&lt;/em&gt;. 
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMV0Tn8LdpI/AAAAAAAABHY/1-TRIofkJlk/s1600-h/roadtrip1aaa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243725221630539410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMV0Tn8LdpI/AAAAAAAABHY/1-TRIofkJlk/s400/roadtrip1aaa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Mas percebe-se que seja assim. É que na América andar de carro tem um tempo e um espaço próprio, marcado numa dimensão real da existência americana. E as distâncias que têm de se percorrer são tão grandes e demoradas que ao lado das estradas e das auto estradas coexiste um mundo próprio, uma extensão natural das estradas, formada pelos &lt;em&gt;motels&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;hotels&lt;/em&gt;, bem como por uma qualtidade infindável de &lt;em&gt;malls, rest areas, gas stations, food areas, market areas, etc.&lt;/em&gt; Aliás, viajar de carro na América implica necessáriamente a vivência desses lugares, repletos da magnífica panfernália do mito americano. Os móteis e hoteis têm aqui a sua máxima expressão e não é preciso sair da estrada para poder dormir e descansar durante a noite. Em certa América mais isolada, mais profunda, os motels podem até sugestionar uma existência estranha e levar-nos a imaginar histórias pouco agradáveis. Noutros lugares, as cadeias de hoteis de estrada surgem como locais de conforto, ao fim de um dia de viagem. Os hoteis estão sempre práticamente lotados, dada a quantidade de viajantes de estrada, pelas mais diversas razões. E são muito confortáveis e limpos, com quartos espaçosos, salas de repouso, piscinas interiores e exteriores, alguns com salas de bingo. Nas cadeias dos days Inn, Holiday Inn, Clarion, Motel 6, Super 8 Motel a América aparece-nos numa das suas mais típicas expressões, que só fica completa com os markets e foods areas, imediatamente adjacentes, onde se pode jantar e comprar comida durante 24 horas.
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMV0Tn85zBI/AAAAAAAABHg/qiyluXRwkEU/s1600-h/2039438988_d66fef140f.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5243725221633575954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMV0Tn85zBI/AAAAAAAABHg/qiyluXRwkEU/s400/2039438988_d66fef140f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Do Nebrasca ao Montana, da Pennsylvania à West Virginia, do Maryland ao New York State, viajar de carro é a quintaessência americana, e à noite há sempre um motel luminoso ao lado da estrada, um &lt;em&gt;diner&lt;/em&gt; para umas &lt;em&gt;spicy wings&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;apple pie&lt;/em&gt; e uma moeda na jukebox para, por exemplo, Emilou Harris, e voltar ao hotel para ver &lt;em&gt;Urban Cowboy&lt;/em&gt;, com John Travolta. Depois, E se isto não é a América ....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-84523374077152349?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/84523374077152349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=84523374077152349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/84523374077152349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/84523374077152349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/09/os-dias-da-amrica-12.html' title='Os Dias da América (12)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMV0TdCdw9I/AAAAAAAABHQ/06X4EOGoNMg/s72-c/motel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-1711281186457745701</id><published>2008-09-05T02:07:00.015+01:00</published><updated>2008-09-05T23:12:08.924+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares: Eua: New York State'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugares'/><title type='text'>Os Dias da América (11)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMCIQ_gjSLI/AAAAAAAABGw/NotauVPHw_E/s1600-h/Cornell_University_West_Campus_Sign-summer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242339791766505650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMCIQ_gjSLI/AAAAAAAABGw/NotauVPHw_E/s400/Cornell_University_West_Campus_Sign-summer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Andar no Campus da Cornell University de Ithaca, uma cidadezinha no noroeste do estado de Nova Iorque, na margem de um dos lagos da belíssima e ampla região dos Finger Lakes, faz-me pensar, não sei porque razão (...!), na mediocridade latente no nosso portugalzinho e no estado espiritual e mental provinciano e bacoco do seu país de doutorzecos da treta, que tão bem se encontra contextualizado no recente post do &lt;a href="http://url/"&gt;&lt;a href="http://daliteratura.blogspot.com/2008/09/buchholz-again.htmlwww."&gt;Eduardo Pitta&lt;/a&gt;&lt;/a&gt;, no Da Literatura, a propósito da decadência da actualmente pretensamente qualificada livraria Buchholz, em Lisboa. E eu acrescento: da pretensa civilizada sociedade portuguesa, que mais não é do que um pardieiro de gentinha embevecida, que mais não conhece do que o quintal da sua rua. Também a mim já me sucedeu o que o Eduardo Pitta conta no seu referido post aquando da procura de um livro. Enfim, pobres tiques de um país de parolos ou falta essencial de &lt;em&gt;pedigree&lt;/em&gt;. Devia essa gente passar duas horas em qualquer uma das Barnes &amp;amp; Nobles ... mas avançemos ...
&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMCIRKtIx2I/AAAAAAAABG4/saezbldP2qo/s1600-h/arts_aerial.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242339794772084578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMCIRKtIx2I/AAAAAAAABG4/saezbldP2qo/s400/arts_aerial.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O Campus da Cornell University de Ithaca, onde foi professor de astronomia Carl Sagan, não é uma universidade por si só, é uma cidade que parece uma estância de veraneio ou de inverno para passeios recolhidos e conversas com vistas para os lagos, não fosse também um dos locais com um dos ensinos universitários mais avançados e qualificados do mundo. No meio do arvoredo, dos parques, dos jardins e das avenidas pejadas de plátanos, convivem os edifícios, alguns de arquitectura georgiana, onde se ensina agronomia, hotelaria, literatura, artes, astronomia, biologia, química, física elementar, ciências espaciais, economia, direito, medicina, etc. Os estudantes têm à sua disposição restaurantes, bares, museus, centro de informação, campos de futebol, basebol e atletismo, piscinas, bibliotecas rigorosissímas onde se pode estudar noite fora com vista para os jardins iluminados e centros de recreio. O Campus de Ithaca da Cornell é um enorme centro de saber, mas como os centros de saber devem ser, isto é, uma rede intricada e sustentada de ciência e formação, uma universidade no sentido próprio da palavra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMCIRMFmEpI/AAAAAAAABHA/B825-FhcGmo/s1600-h/nyMap.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5242339795143103122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMCIRMFmEpI/AAAAAAAABHA/B825-FhcGmo/s400/nyMap.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Sabe-se que as universidades nos EUA são elevadamente caras e que os pais e alunos se endividam até ao fim da vida para pagar os empréstimos de frequência. Aliás, os alunos quando entram para as universidades sabem que têm de principiar com empréstimos que ascendem aos 100.000 dólares. É uma enormidade. Mas sabem também que o ensino que vão obter os coloca na frente científica e tecnológica do mundo e que recebem em troca uma experiência recolhida em autênticas civilizações de conhecimento, onde se perspectiva a formação como uma grande causa de entendimento humano. Muito temos a aprender com estas universidades do pensamento, pobres de nós que, com o nosso pretenso ensino universitário, e com as infraestruturas do mesmo, onde prolifera a mediocridade latente, nos julgamos mais do que aquilo que na verdade e daqui para a frente somos e seremos. E depois admiram-se que uma das necessidades básicas dos jovens que estão na idade de entrar para a universidade seja a de irem lá para fora. Pudera. Mas como não, se o estado espiritual deste nosso povinho de doutorzecos é aquele que grassa na referida Buchholz ...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-1711281186457745701?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/1711281186457745701/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=1711281186457745701' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/1711281186457745701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/1711281186457745701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/09/os-dias-da-amrica-11.html' title='Os Dias da América (11)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SMCIQ_gjSLI/AAAAAAAABGw/NotauVPHw_E/s72-c/Cornell_University_West_Campus_Sign-summer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-2472163287081378406</id><published>2008-09-02T18:52:00.009+01:00</published><updated>2008-09-02T19:50:26.478+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares: Eua: Pennsylvania'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugares'/><title type='text'>Os Dias da América (10)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2AmmWnpaI/AAAAAAAABGI/HFtEJSizHSA/s1600-h/200428813_5c0f0ae79b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241486941947930018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2AmmWnpaI/AAAAAAAABGI/HFtEJSizHSA/s400/200428813_5c0f0ae79b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;"&lt;em&gt;What brings you to this little dot on the pennsylvania map&lt;/em&gt;?", pergunta o velhote, com um sotaque serrado, no balcão do único restaurante da vila de Renovo, no nordeste da Pennsylvania, encravada entre a Tioga State Forest, no Tioga Country, e a Susquehannock State Forest, enquanto bebe café e eu mordo umas hot wings. &lt;em&gt;Nada de especial&lt;/em&gt;, respondo. &lt;em&gt;We are just driving across Pennsylvania, now coming from Gaines and Wellsboro&lt;/em&gt;, junto ao denominado Grand Canyon da Pennsylvania, quase no estado de New York. Depois disto, a conversa não termina. O velhote conta como vive desde sempre em Renovo e conhece todas as redondezas. Na América é assim, por qualquer coisa as pessoas metem conversa umas com as outras e começam diálogos intermináveis, mas sempre simpáticos. Normalmente, na estrada a conversa gira à volta de quem somos, donde viemos e para onde vamos. É uma questão de espírito.
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2AnNYAkUI/AAAAAAAABGQ/1i9d7SiDlBQ/s1600-h/pennsylvania_90.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241486952422740290" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2AnNYAkUI/AAAAAAAABGQ/1i9d7SiDlBQ/s400/pennsylvania_90.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Pennsylvania também é uma questão de espírito, em muito. É um dos maiores estados dos Eastern USA, ocupa uma espécie de rectângulo, e possui uma espécie de carácter próprio, que começa em Philadelfia, passa pelo Dutch County, no Sul, nas zonas de Lancaster, onde vivem as comunidades Amish, por Gettysburg, onde o Norte venceu o Sul na Guerra Civil, percorres as intermináveis planícies, e encerra-se nas suas florestas vastíssimas e desconhecidas, a norte, como a Allegehny National Forest, habitadas por ursos pretos e lobos, cruzadas por rápidos de rios, e onde a nossa imaginação começa nos inúmeros filmes americanos e acaba no imenso emaranhados das árvores.
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2AnXQ8neI/AAAAAAAABGY/u8NEBjdydks/s1600-h/86987797_FEqtPi1j.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241486955077475810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2AnXQ8neI/AAAAAAAABGY/u8NEBjdydks/s400/86987797_FEqtPi1j.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cruzar a Pennsylvania de carro também requer espírito e vontade, principalmente quando se sai das &lt;em&gt;interstates&lt;/em&gt; e se entra nas estradas nacionais e secundárias, onde a América nos mostra a sua faceta única, incomparável, e quando o próprio acto de conduzir nas estradas e atravessar os estados é já de si um &lt;em&gt;theme&lt;/em&gt;, uma religião, habitada pela sua panfernalia própria, como os &lt;em&gt;diners&lt;/em&gt;, os móteis, os hóteis de estrada, as &lt;em&gt;rest areas&lt;/em&gt; com &lt;em&gt;free coffee&lt;/em&gt;, os camiões com as matrículas do Nebraska, do Ohio, do Minnesota e do Wisconsin, e as centenas de motards nas suas harley davinsons, como os seus códigos rígidos. A música também teo o seu lugar importantíssimo e ao atravessar a Pennsylvania para norte Bob Dylan parece uma fabulosa opção, principalmente quando a estrada nos conduz na direcção do Canadá e ouvimos essa belíssima canção que é &lt;em&gt;Girl of The North Country&lt;/em&gt;. Isto é a América.
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2Ano427RI/AAAAAAAABGg/CvYT5fPZs2M/s1600-h/PennsylvaniaForest.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241486959808277778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2Ano427RI/AAAAAAAABGg/CvYT5fPZs2M/s400/PennsylvaniaForest.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mas estar no sopé da Tioga Forest, no Tioga County, a descansar enquanto se trincam umas wings, e ouvir no restaurante as conversas dos clientes a almoçar tranquilamente durante o &lt;em&gt;labor day&lt;/em&gt;, também é a América profunda, se bem que a 4.0000 km longe do Colorado ou do Arizona, bem enraízada numa Pennsylvania remota, que estranha os visitantes que acaso ali passam, &lt;em&gt;just driving along, driving fast&lt;/em&gt;, como na outra canção, a de Bruce Springsteen. Mas se isto não é a América, o que será ela então?  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-2472163287081378406?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/2472163287081378406/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=2472163287081378406' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/2472163287081378406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/2472163287081378406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/09/os-dias-da-amrica-10.html' title='Os Dias da América (10)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SL2AmmWnpaI/AAAAAAAABGI/HFtEJSizHSA/s72-c/200428813_5c0f0ae79b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38609057.post-9100144413667304791</id><published>2008-08-29T17:44:00.007+01:00</published><updated>2008-08-29T18:29:10.680+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='lugares: Eua: Baltimore'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lugares'/><title type='text'>Os Dias da América (9)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SLgpOLK19pI/AAAAAAAABFw/JQsaO3B8fvk/s1600-h/baltimore_1869.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239983489938749074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SLgpOLK19pI/AAAAAAAABFw/JQsaO3B8fvk/s400/baltimore_1869.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dos seus graciosos dias victorianos até ao seu estatuto actual de cidade de renascimento, Baltimore tem passado por tempos bons e menos bons, mas a sua força e perserverança mantem-se nas pessoas que vão há noite para pequenos lugares à beira da rua e se sentam com uma cerveja à luz azul-branca das avenidas. A potência industrial que manteve a cidade viva durante os tempos díficeis da economia americana caíu sob si própria. E como muitos centros vitais  da produção americana, os empregos desapareceram com essa ruína. O que, contudo, sobrevive são os resultados da sua determinação, que apesar das dificuldades, se tornaram um atractivo para os visitantes e um sítio repleto de coisas para fazer e ver. 
&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SLgpOHC2RCI/AAAAAAAABF4/l4AzGTx8nEQ/s1600-h/007b73za.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239983488831472674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SLgpOHC2RCI/AAAAAAAABF4/l4AzGTx8nEQ/s400/007b73za.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Tal como por exemplo Pittsburgh, Baltimore é uma cidade de bairros vizinhos. O Mount Vernon e o Belvedere eram bairros de sociedade no centro da cidade; Fell`s Point e Canton eram vilas portuárias. Greektown era uma pequena localidade a este da cidade que manteve a sua individualidade. Todos estes lugares mantêm um charme particular e uma história interessante e individual. Na verdade, podemos dizer que Baltimore, aparte a classificação oficial dos seus diferentes &lt;em&gt;districts&lt;/em&gt;, se divide em 3 grandes áreas: (1) o centro da cidade, que abrange o belíssimo Inner Harbour, com o seu &lt;em&gt;waterfront&lt;/em&gt; repleto de restaurantes e lojas, o Mount Vernon, que é o distrito cultural por excelência, atravessado pela famosa Charles Street, em tempos frequentada por Fitzgerald, Gertrude Stein, Shapiro e Edgar Poe, e a Little Italy; (2) Fell`s Point, hoje um dos centros nocturnos da cidade, com os bares e restaurantes a darem para o porto antigo e onde se pode estar tranquilamente sentado numa das inúmeras e magníficas esplanadas; e (3) os &lt;em&gt;outskirts&lt;/em&gt; propriamente ditos, que começam para lá da Penn Station e se alargam para oeste e leste da cidade, e onde podemos notar uma Baltimore diferente, mais pobre, segregada, habitada por uma população maioritariamente negra e com lugares que não são propriamente recomendáveis e onde a violência é diária.    
&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SLgpORJ6hOI/AAAAAAAABGA/XkhvU9b32n4/s1600-h/13.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5239983491545466082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SLgpORJ6hOI/AAAAAAAABGA/XkhvU9b32n4/s400/13.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Mas provavelmente o local com mais carácter da cidade seja o Mount Vernon, zona onde se encontra a Washington Tower e o Walters Art Museum. O Mount Vernon foi o bairro proeminente da vida social de Baltimore durante o século XIX. E permanece ainda com essa atmosfera em muitas das suas zonas e recantos, e nas suas casas, pracetas, jardins e ruas. E não é preciso que caia a noite para que a tranquilidade e o silêncio desça sobre as suas históricas ruas. Basta um simples meio dia de qualquer dia da semana ou um sábado pela manhã, e sentem-se as presenças dos fantasmas daqueles que ao longos dos tempos por ali foram vivendo. Talvez seja por isso que Baltimore mantenha um &lt;em&gt;spleen &lt;/em&gt;marcadíssimo e seja considerada uma cidade de vultos repetentes.   
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38609057-9100144413667304791?l=fundamentos-da-passagem.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/feeds/9100144413667304791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=38609057&amp;postID=9100144413667304791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/9100144413667304791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38609057/posts/default/9100144413667304791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://fundamentos-da-passagem.blogspot.com/2008/08/os-dias-da-amrica-9.html' title='Os Dias da América (9)'/><author><name>Rui Cóias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02200922051278834753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='09943437293299525125'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_II_vKBFNPxY/SLgpOLK19pI/AAAAAAAABFw/JQsaO3B8fvk/s72-c/baltimore_1869.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry></feed>