outubro 29, 2008

Moleskine (10)

Two roads diverged in a yellow wood,/ And sorry I could not travel both/And be one traveler, long I stood/ And looked down one as far as I could/ To where it bent in the undergrowth.// Then took the other, as just as fair,/ And having perhaps the better claim,/ Because it was grassy and wanted wear;/ Though as for that the passing there/ Had worn them really about the same.// And both that morning equally lay/ In leaves no step had trodden black./ Oh, I kept the first for another day!/ Yet knowing how way leads on to way,/ I doubted if I should ever come back.// I shall be telling this with a sigh/ Somewhere ages and ages hence:/ Two roads diverged in a wood, and I--/ I took the one less traveled by,/ And that has made all the difference. (The Road Not Taken; Robert Frost, 1915)

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julho 08, 2008

Moleskine (9)

Travel Book Stores
Sugestões
Madrid: Altaír, www.altair.es/
Viena: Freytag & Berndt
Paris: Ulysse, www.ulysse.fr/
Londres: Standford´s, www.standfords.co.uk/
Londres: Travelbookshop, www.travelbookshop.com/
Amesterdão: Pied à Terre, www.piedaterre.nl/
Turim: Il Giramondo, www.ilgiramondo.it/
Katmandú: Himalayan Book Centre
Estocolmo: Kartbutiken, www.kartbutiken.se/
Genéve: Le Vent des Routes, www.vdr.ch/
Zurique: TravelBook Shop, www.travelbookshop.ch/
New York: Strand Bookstores, http://www.strandbooks.com/

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maio 01, 2008

Moleskine (8)

«Não», disse, «é português, mas não veio como missionário, é um português que se perdeu na Índia».
O médico abanou a cabeça em sinal afirmativo. Usava um chinó brilhante que se movia cada vez que mexia a cabeça, como uma touca de borracha. «Na Índia perde-se muita gente», disse, «é um país feito de propósito para isso».
(excerto de Notturno Indiano, de Antonio Tabucchi, 1984; Trad. de Maria Emília Marques Mano para a Quetzal Editores: Lisboa, 1995)

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fevereiro 12, 2008

Moleskine (7)

«Cheguei à penúltima ilha como à experiência de um réquiem. Quase de vela acesa, o medo por dentro dos motores do avião que, ao fim de alguns dias, conseguia não ser de novo cancelado (como devem entender este estrangulamento os habitantes da ilha). Lá do alto, ao fazer-se a Santa Cruz, vi de frente o Corvo. Redondo e torto, com as casas voltadas às Flores junto ao mar. Foi súbito e inchado, os olhos mal perceberam esse pouso que lhes pareceu inútil diante do ar. Um morro quase seco, negro e fulvo, com ares de lobo-da-alsácia, um posto recuado de coisa nenhuma, o último momento para mim da destemperada criação das ilhas, o lugar mais exposto da inargúcia portuguesa. Um ponto final
(João Miguel Fernandes Jorge, in Do Corvo a Santa Maria; Edições Relógio D`Água; 1993)

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dezembro 17, 2007

Moleskine (6)

Não deixaremos de explorar,
e o fim da nossa exploração
será chegar onde começámos
e conhecer o local pela primeira vez ...
quando as labaredas se dobram
sobre a coroa das chamas
e a chama e a rosa são uma só.
T.S.Eliot, Four Quartets

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novembro 16, 2007

Moleskine (5)

«Chegaria o tempo em que os homens deviam ser capazes de alongar o seu olhar (...), de ver os planetas como a Terra

Christopher Wren, discurso de inauguração, Gresham College, 1657

«(...) É possível crer que todos este passado seja apenas o início de um início, e que tudo aquilo que é e foi mais não é do que o primeiro reflexo da alvorada. É possível crer que tudo aquilo que o espírito já realizou seja tão só o sonho que antecede o despertar ... Na nossa linhagem hão-de nascer espíritos que nos irão observar, na nossa pequenez, para depois melhor nos conhecerem do que nós nos conhecemos. Virá um dia, um dia na infinita sucessão dos dias, em que seres ainda latentas nos nossos pensamentos, ocultos nos nossos flancos, se erguerão sobre esta Terra como sobre um pedestal e rirão e estenderão as mãos às estrelas

H.G.Wells, The Discovery of the Future, Nature, 1902

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agosto 31, 2007

Moleskine (4)

A ética pastoral na Irlanda antiga:
«Desde que peguei na minha lança, não se passa um dia sem que eu mate um homem da família dos Connaught».
Connal Cernach, um criador de gado de Ulster
(by Bruce Chatwin, in O Canto Nómada (The Songlines), Quetzal, 1995)
Passagem: Connaught; Ashford Castle

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agosto 27, 2007

Moleskine (3)

A Ilha do Além
«Para os povos navegadores existem sempre ilhas para lá do horizonte. Ilhas onde dizem esconder-se a felicidade. São ilhas dos bem-aventurados, plenas de harmonia sob a égide de Apolo, de que fala Hesíodo aos gregos desde o século VIII a.C. A ilha representa neste caso a promessa da salvação. Na mitologia celta os druidas iam a Inglaterra à procura do aperfeiçoamento da sua doutrina (recordai-vos de Panoramix que se desloca a uma conferência de druidas no album Asterix e os Godos), mas também na busca de uma espécie de mundos paralelos - como conta, por exemplo, Yeats, em The Celtic Twilight, publicado em 1893 -, onde se celebra a festa de Samain, a 1 de Novembro, o Ano Novo dos druidas, dias em que os mundos dos vivos e dos mortos entravam em comunicação. A ilha suscita, portanto, uma dimensão mística. É por essa razão que, na lenda do Graal, a busca do cálice sagrado deve levar à ilha de Monsalvat, a ocidente dos mares, onde o curso do tempo está suspenso. O Graal, cálice da Última Ceia onde foi recolhido o sangue de Cristo, surge a partir do século XII, mas numerosos contos celtas anteriores a essa data falam de um vaso mágico contendo o néctar da vida eterna, escondido numa ilha. Outra ilha, terra matriz de toda a potência, como em certos textos gauleses nos quais Cena, a ilha de Sein, era habitada por sacerdotisas dotadas de espantosos poderes de previsão. E se o Éden era um jardim, a tradição muçulmana vê o paraíso terrestre numa ilha.» (texto de Cleménce Boulouque; Lire; Junho 2004; Trad. de João carlos Barradas)

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agosto 09, 2007

Moleskine (2)

Que faço eu aqui?
J.A.Rimbaud (Abissínia)

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agosto 05, 2007

Moleskine (1)

Inicia aqui uma série, fragmentária e descontínua, nem sempre sistemática e sucessiva, de apontamentos e impressões, imagens e notas, memórias e jornadas, a que se dá o apropriado nome de Moleskine.
«MOLESKINE IS THE LEGENDARY NOTEBOOK, USED BY EUROPEAN ARTISTS AND THINKERS FOR THE PAST TWO CENTURIES, FROM VAN GOGH TO PICASSO, FROM ERNEST HEMINGWAY TO BRUCE CHATWIN. This trusty, pocket-size travel companion held sketches,notes, stories and ideas before they were turned into famous images or pages of beloved books. Originally produced by small French bookbinders who supplied the Parisian stationery shops frequented by theinternational avant-garde, by the end of the twentieth century the Moleskine notebook was no longer available.In 1986, the last manufacturer of Moleskine, a family operation in Tours, closed its shutters forever. “Le vrai Moleskine n’est plus” were the lapidary words of the owner of the stationery shop in Rue de l’AncienneComédie where Chatwin stocked up on the notebooks. The English writer had ordered a hundred of them beforeleaving for Australia: he bought up all the Moleskine that he could find, but they were not enough. In 1998, a small Milanese publisher brought Moleskineback again. As the self-effacing keeper of an extraordinarytradition, Moleskine once again began to travel the globe.To capture reality on the move, pin down details, impress upon paper unique aspects of experience: Moleskineis a reservoir of ideas and feelings, a battery that stores discoveries and perceptions, and whose energy can be tapped over time.The legendary black notebook is once again being passed from one pocket to the next; with its various different pagestyles it accompanies the creative professions and the imagination of our time. The adventure of Moleskine continues, and its still-blank pages will tell the rest.»
"To lose a passport was the least of one's worries. To lose a notebook was a catastrophe."
Bruce Chatwin

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janeiro 16, 2007

Passagem Estreita

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